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Sociedade

Amamentação pode aumentar QI

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Carlos Garcia Rawins/Reuters

A informação baseia-se numa investigação brasileira, com base na observação de 3500 pessoas ao longo de 30 anos. Aqueles que em bebés foram amamentados durante mais tempo apresentaram melhores resultados, anos mais tarde, a vários níveis. 

O aleitamento materno prolongado melhora o rendimento escolar, aumenta o quociente de inteligência e pode conduzir à obtenção de melhores salários na vida adulta, refere um estudo da Universidade Federal de Pelotas, Brasil, cujos resultados foram divulgados esta quarta-feira na publicação cientifica britânica "The Lancet Global Health".

A investigação baseou-se na observação de 3500 pessoas, nascidas em 1982, e que foram amamentadas durante diferentes períodos. 

Os participantes foram divididos em cinco grupos, consoante o tempo de amamentação e procurou-se controlar outras dez variáveis sociais e biológicas que também podem contribuir para o quociente de inteligência, como o rendimento e nível de escolaridade dos pais, genética, idade da mãe, peso do bebé e tipo de parto.

Segundo os investigadores, os que mamaram durante um ano apresentaram um quociente intelectual 4 pontos superior aos que mamaram durante menos do que um mês, apresentando também um maior nível de escolarização (cerca de mais um ano de escolaridade) e um salário superior (em média mais um terço) aos 30 anos de idade.

"O mecanismo provável que permite explicar os efeitos benéficos do leite materno na inteligência é a presença de ácidos aminados saturados de cadeia longa, que têm um papel essencial no desenvolvimento do cérebro", refere o investigador Bernardo Lessa Horta.

A investigação que conduziu teve por base a observação dos filhos de mulheres de diferentes níveis sociais, ao contrário de anteriores estudos que incidiam apenas sobre classes mais desfavorecidas.

Diversos especialistas consideram contudo que estes dados ainda precisam de mais estudos para poderem ser considerados conclusivos.