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Acesso ao ensino superior igual para todos, diz ministério

Numa carta aberta enviada a Nuno Crato, a Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais exige saber se os alunos cujos exames de Português foram adiados vão concorrer ao ensino superior em pé de igualdade.

Mafalda Ganhão, com Lusa

O Ministério da Educação garante que todos os alunos vão poder candidatar-se em condições de igualdade ao ensino superior, apesar dos exames realizados em dias diferentes, por força da greve do passado dia 17.

Ainda que o ministério de Nuno Crato não tenha dado uma resposta específica à carta aberta da Federação das Associações de Pais, que exige que o Governo explique se os alunos cujos exames de Português foram adiados vão ter condições iguais no processo de candidatura, a informação prestada ao Expresso é a de que a nova data agendada - o dia 2 de julho - assegura que "todos os alunos poderão candidatar-se na primeira fase".

Na carta aberta enviada ao ministro da Educação e Ciência, a Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais (FERLAP) exige, nomeadamente, que Nuno Crato esclareça como se irá desenrolar o calendário de acesso ao ensino superior, incluindo a segunda fase.

A FERLAP quer saber ainda como pretende o Ministério da Educação proceder face à greve às avaliações, "sem as quais o acesso ao Ensino Superior é impossível, salvo para os alunos do ensino particular e cooperativo".

A federação está preocupada em saber se, através do júri nacional de exames, o ministério pretende anular a realização de alguma prova devido às condições em que foram realizadas e se admite introduzir algum fator de ponderação nas notas dos exames nacionais de Português e Latim.

Entretanto, o ministério informou que as pautas com as notas dos exames nacionais de Português do 12º ano realizados a 17 de junho, e dos que ainda vão ser feitos a 2 de julho, serão afixadas a 12 de julho.

Ontem, numa entrevista à RTP, Nuno Crato prometeu que o Júri Nacional de Exames vai decidir "o mais depressa possível" sobre os casos em que as provas do dia 17 possam ter sido realizadas em condições anormais, mas garantiu estar "fora de causa" a anulação de todos os exames.