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Sociedade

Academia Cidadã pede aos deputados para aprovarem lei da coadoção

O grupo que integra alguns dos organizadores da manifestação da "Geração à Rasca" lança um apelo aos parlamentares: corrijam "uma injustiça".

Numa carta aberta dirigida aos deputados, a Academia Cidadã apela a que estes votem favoravelmente "a coadoção pelo cônjuge ou unido de facto do mesmo sexo", considerando que "o tempo das desculpas tem de acabar".

A Academia Cidadã integra alguns dos organizadores da manifestação da "Geração à Rasca", de 12 de Março de 2011, como João Labrincha, Alexandre de Sousa Carvalho e Raquel Freire.

A Academia recorda que é dever dos eleitos ao Parlamento "não usar o poder que lhes é atribuído para legislar a discriminação", pelo que começa por afirmar que "a vossa família não vale nada... mais, nada menos, que as famílias de pessoas de casais do mesmo sexo".

"O texto já foi aprovado na generalidade. O tema foi alvo de amplo debate público, no Parlamento, nos meios de comunicação social, nas escolas e universidades, nas mesas de cafés, nas redes sociais", sublinha a organização na carta, para concluir que "não há motivos válidos para a lei [da coadoção] não ser aprovada".

Para a Academia Cidadã, "as crianças filhas de casais de pessoas do mesmo sexo - bem como os seus pais e mães - são hoje discriminadas pela lei portuguesa", situação que está nas mãos dos deputados "corrigir".

"Não lhe pedimos que goste de homossexuais. Nem que julgue a vida privada das outras pessoas, assim como nós não julgamos a sua", pode ler-se na carta. O pedido é claro: "Perante uma injustiça, use o mandato que lhe foi atribuído para a corrigir".