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A pílula 'da semana seguinte'

Um contraceptivo lançado no Reino Unido na segunda metade de 2009 representa uma evolução significativa do controlo da natalidade: a pílula pode ser tomada até cinco dias depois da prática de relações sexuais.

Carlos Afonso Monteiro (www.expresso.pt)

Já está disponível no Reino Unido, desde Outubro do ano passado, um novo contraceptivo semelhante à pílula do dia seguinte, mas prolonga o prazo de toma do mesmo já que pode ir até cinco dias depois da actividade sexual. Um novo estudo mostra também que esta pílula é potencialmente mais eficaz que a sua predecessora.

Por enquanto, o medicamento, de nome EllaOne, está sujeito a receita médica, mas os especialistas acham possível que no espaço de dois ou três anos seja possível adquiri-lo livremente em farmácias. tal como já acontece com a convencional pílula do dia seguinte.

Críticas e medos

No entanto, esta questão tem estado envolta em controvérsia, por existirem medos de que a eficácia deste medicamento possa impulsionar a promiscuidade. Não só por dar às mulheres um "falso sentido de segurança", mas também por fazer com que as mulheres descurem o uso do preservativo.

Neste momento o medicamento está licenciado para a venda europeia mas requer prescrição, o que significa que quem o queira tomar terá de passar sempre por um médico. este facto tem suavizado algumas preocupações, mas há quem argumente que com este tipo de evolução as mulheres deixem de ir regularmente ao médico ou ginecologista.

Tony Fraser, director-geral da HRA Pharma UK, laboratório que fabrica o EllaOne, refere que o processo para liberalizar a venda da nova pílula nas farmácias vai levar "no mínimo" dois a três anos, pois primeiro precisam de ser conhecidos melhor os dados sobre os seus efeitos secundários a longo prazo.