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PJ desmantela rede de contrafação de cartões de crédito e débito no Porto

Diretoria do Norte da Polícia Judiciária deteve, esta sexta-feira, em flagrante delito seis estrangeiros suspeitos de crimes de associação criminosa, burla informática e contrafação de cartões de crédito e débito. Rede atuava na Área Metropolitana do Porto e terá lesado em vários milhares de euros os titulares dos cartões e a banca

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A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, após uma investigação iniciada no mês de maio, identificou e deteve esta sexta-feira, em flagrante delito, seis homens de nacionalidade estrangeira, pela presumível autoria dos crimes de associação criminosa, contrafação de títulos equiparados a moeda, burla informática e falsidade informática em várias cidades da Área Metropolitana do Porto.

Os detidos são suspeitos de fabricar e a instalar aparelhos próprios para a manipulação de caixas ATM, pelo menos desde maio, com o objetivo de efetuar a leitura da banda magnética dos cartões de crédito/débito dos utilizadores, procedendo à gravação dos códigos dos cartões através de registo vídeo. Segundo a PJ, os dispositivos utilizados eram de grande qualidade, não sendo percetíveis aos utentes das caixas automáticas.

Em comunicado, a PJ refere que os dados os magnéticos eram clonados em cartões 'brancos', posteriormente utilizados pelos suspeitos em proveito próprio na aquisição de bens e serviços. Apesar de ainda não estar quantificado o valor total da burla, a judiciária estima que atingirá várias dezenas de milhares de euros, lesando quer os titulares dos cartões, quer as entidades bancárias.

As diligências efetuadas pela Polícia Judiciária resultaram na apreensão de diverso material passível de ser utilizado na fabricação de todas as peças necessárias para tais dispositivos. Foram também apreendidos mais de uma centena de cartões 'brancos', alguns ainda virgens, outros já devidamente clonados, bem como diverso material informático necessário para a realização da leitura e clonagem e dezenas de milhares de euros.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 25 e os 43 anos, vão ser presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.