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Adesão à greve dos técnicos de diagnóstico ronda os 80%

GERARD JULIEN/GETTY

Técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram esta sexta-feira uma greve de 24 horas, reclamando uma revisão da carreira e questões ligadas à tabela salarial e à progressão na carreira. Adesão à greve é semelhante à da última paralisação em junho

A adesão à greve desta sexta-feira dos técnicos de diagnóstico e terapêutica é elevada, com valores na ordem dos 80%, semelhantes aos da paralisação anterior, disse à Lusa o presidente do sindicato, Luís Dupont.

Segundo o responsável, os primeiros valores recolhidos apontam para uma adesão semelhante à anterior paralisação, a 22 de junho, podendo haver esta sexta-feira algumas oscilações, uma vez que há já vários trabalhadores em gozo de férias.

"A informação que temos neste momento, tendo em conta que a maior parte dos técnicos começam o serviço pelas 8h/08h30, indica um nível elevado de adesão, que rondará os 80%. Há serviços a 100%, como por exemplo o centro de colheitas do Hospital S. João, que está apenas em serviços mínimos", disse à Lusa Luís Dupont.

O responsável adiantou que são garantidos os serviços mínimos e o tratamento do doente oncológico. "Os valores aproximam-se dos da última paralisação. Poderão ter oscilações (...), nesta altura já há muitos colegas em férias e mantemos a greve às horas extraordinárias e aos bancos de horas, salvaguardando serviços mínimos, incluindo o tratamento dos doentes oncológicos", explicou o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas do Diagnóstico e Terapêutica.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica iniciaram esta sexta-feira às 00h uma greve de 24 horas, reclamando uma revisão da carreira e questões ligadas à tabela salarial e à progressão na carreira.

Segundo um dos sindicatos que convocou a greve, representantes dos trabalhadores estiveram reunidos este mês com o Ministério da Saúde, mas não houve apresentação de qualquer proposta concreta para responder às reivindicações dos profissionais.

A paralisação de 24 horas deve afetar análises clínicas, meios complementares de diagnóstico e alguns tratamentos, sobretudo nos hospitais.

Os profissionais estão também, desde o dia 1 de julho, a cumprir greve ao trabalho prestado além do período normal de trabalho.
Os quatro sindicatos que convocam a paralisação nacional de hoje exigem uma tabela salarial que respeite as suas habilitações profissionais e ainda outras matérias que respeitam às transições para nova carreira e ao sistema de avaliação, bem como à contagem do tempo de serviço.