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Sociedade

Podemos mesmo ser viciados em sexo?

Alex Gozblau

Compulsão. Disfunção. Dependência. O vício do sexo tem muitos chapéus, mas será que realmente existe? 
A comunidade médica e científica continua dividida

Erica Garza lembra-se bem do seu primeiro orgasmo. Tinha 12 anos quando, num programa de rádio, ouviu uma mulher descrever as explosões de prazer incríveis que tinha durante o banho. Estudou a lição com atenção: tudo o que precisava de fazer era deitar-se na banheira e ligar o chuveiro. “Parece simples”, pensou. Quando o programa acabou, levantou-se do sofá, subiu as escadas e fechou-se na casa de banho. Tinha de experimentar.

Há memórias que nos acompanham para sempre, tão fortes e vívidas que não as conseguimos apagar. Fazem parte daquilo que somos. Para Garza, que publicou recentemente o livro “Getting Off: One Woman’s Journey Through Sex and Porn Addiction” (“A Viagem de Uma Mulher pelo Vício do Sexo e da Pornografia”, numa tradução livre), onde conta a sua história de obsessão sexual, uma dessas memórias é a do seu reflexo na torneira de metal, a luz trémula por cima dela, o som abafado da televisão no andar de baixo. E, depois, o clímax. “Um prazer singular, seguido de uma enorme vergonha, que me tem assombrado desde então”, revela.

Leia a reportagem na íntegra AQUI.