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Sociedade

A nova vida de Barack Obama

Jack Brockway

O ex-Presidente está mais ocupado do que nunca. Gere uma fundação, vai editar um livro e prepara uma lista de filmes para a Netflix. Além disso, faz reuniões e dá conferências um pouco por todo o mundo. Não é que se tenha alheado totalmente da política, mas parece menos ligado aos assuntos que preocupam a América. Pelo menos, por agora

Gabriel Debenedetti/“New York Magazine”

B
arack Obama já estava na sua vida pós-Casa Banca há seis meses quando Donald Trump descobriu uma nova forma de lhe chamar a atenção. Foi numa manhã de terça-feira, bem a meio do verão, quando o ex-Presidente lia o “The New York Times” no iPad, sentindo-se a um mundo de distância da lufa-lufa de Pennsylvania Avenue.

Na noite anterior, Trump tinha ido a West Virginia, onde falou na grande festa anual dos escuteiros. Dirigindo-se a cerca de 40 mil pessoas que esperavam a conversa habitual sobre cidadania e serviço, o Presidente lançou-se numa diatribe política cheia de ataques a Obama, a Hillary Clinton e à “latrina” de Washington, D.C., avisos acerca da importância de dizer “Feliz Natal” e reminiscências sobre a noite eleitoral de 2016 e os comentadores que então tinha embaraçado. “Lembram-se daquela noite incrível com os mapas, e os republicanos eram vermelhos e os democratas azuis, e o mapa era tão vermelho que não se acreditava... E eles não sabiam o que dizer”, explicou Trump aos escuteiros. Ao princípio, estes pareceram confundidos, mas não tardaram a irromperem em cantos de “EUA! EUA!” Os adultos presentes ficaram horrorizados. Três dias depois, o líder dos escuteiros pediu desculpa em público pelo discurso de Trump.

Aquilo era o género de coisa que irritava Obama. Ao longo de toda a sua carreira política, sempre atribuiu um grau invulgar de importância às histórias, falando muitas vezes sobre a importância de fornecer modelos do que é ser um bom cidadão.

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