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STCP pondera indemnização e mudança de empresa de segurança após agressões a jovem colombiana

A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto está a equacionar um pedido de indemnização judicial por danos de imagem à 2045, a empresa empregadora do vigilante que na madrugada do São João agrediu e ofendeu Nicol Quinayas. A STCP não deverá ainda renovar contrato com a empresa de segurança

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

O Conselho de Administração da STCP está a aguardar as conclusões do inquérito inquérito policial ao vigilante que, no passado dia 24 de junho, insultou e agrediu a jovem Nicol Quinayas, bem como a eventuais responsabilidades da empresa de segurança 2045 em relação ao incidente. Paralelamente, mantém-se em curso um processo de averiguações interno, admitindo a STCP exigir em tribunal um pedido de indemnização por “danos de imagem e reputação que a empresa 2045 esteja a causar e agirá em conformidade quando lhe for dado conhecimento do inquérito policial”, avança em comunicado a transportadora.

Ao Expresso, fonte da STCP refere ainda que o vínculo com a 2045 se encontra em final de contrato e que o mesmo “não deverá ser renovado”, optando a empresa pelo lançamento de concurso público para admissão de nova firma de segurança. A administração da STCP frisa que o agente da empresa de segurança 2045, subcontratado para prestar Serviços de Fiscalização de Título de Transporte e de Vigilância em Autocarros foi suspenso de imediato, tendo ainda sido pedido à empresa em causa esclarecimentos ”sobre que medidas seriam tomadas para averiguar os factos ocorridos”.

A STCP adianta que, simultaneamente, foi aberto um processo interno para averiguação da situação junto dos trabalhadores da STCP em serviço na madrugada do São João, entretanto concluído: “É justo dizer que os dois trabalhadores que estavam no local tiveram comportamento exemplar”. Segundo a transportadora, o inquérito interno visou apenas obter uma informação tão rigorosa quanto possível do ocorrido“ mas não pode, nem pretende, substituir o apuramento pelas autoridades competentes das responsabilidades dos indivíduos envolvidos”.

A violenta agressão sofrida para jovem que reside com a mãe nos arredores do Porto há 16 anos foi reportada pela STCP, por carta, à Embaixada da Colômbia em Portugal no dia 28 de junho, missiva em que a empresa, em nome dos Trabalhadores e do Conselho de Administração” repudiou qualquer forma de discriminação. A nível interno, adverte em comunicado, que, “dentro das suas competências, aplicará as medidas adequadas à erradicação de quaisquer práticas menos próprias de uma sociedade democrática e tolerante como é a sociedade portuguesa”.

Em reunião de executivo, ontem, a Câmara do Porto votou por unanimidade a moção apresentada pelo PS a condenar “a covarde agressão de que foi vítima a jovem Nicol Quinayas”. Rui Moreira, que ontem repudiou que a agressão a Nicol possa estar a ser entendida como “algo que só acontece no Porto”, vai receber, esta quarta-feira, a Comissão de Trabalhadores e o Conselho de Administração da STCP.