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CGTP manifesta-se sexta-feira contra revisão da legislação laboral

Ativistas e trabalhadores irão manifestar-se contra a legislação laboral neste momento a ser discutida no parlamento

nuno fox

Ativistas da CGTP e alguns trabalhadores descontentes deverão manifestar-se na sexta-feira junto ao parlamento em protesto contra a legislação laboral que, considera a Intersindical, agrava a precariedade e enfraquece os contratos coletivos

Centenas de dirigentes e ativistas sindicais da CGTP e alguns milhares de trabalhadores vão protestar sexta-feira junto ao parlamento contra a revisão da legislação laboral, que consideram prejudicial para os trabalhadores e para o desenvolvimento do país.

A concentração vai decorrer durante a manhã, ao mesmo tempo que os deputados estarão a discutir a revisão legislativa no plenário da Assembleia da República. "Contamos ter junto à Assembleia cinco ou seis mil pessoas, entre dirigentes e ativistas sindicais e trabalhadores em luta", disse à agência Lusa João Torres, da direção nacional da Intersindical.

Segundo o sindicalista, a maioria dos manifestantes deverão ser dos distritos de Lisboa e Setúbal, mas "também está prevista a vinda de vários autocarros do norte e centro do país". "Queremos reafirmar a nossa posição relativamente à proposta legislativa do Governo, porque consideramos que, ao nível da precariedade e da contratação coletiva, fica tudo na mesma ou pior", disse. A CGTP defende a rejeição da proposta de lei do Governo e promete tudo fazer nesse sentido.

João Torres prevê que a proposta legislativa do Governo não seja votada na sexta-feira e, como está a fazer uma ronda de encontros com os grupos parlamentares, espera conseguir sensibilizá-los para a necessidade de rejeitar a proposta. "Se não for por este método, há de ser por outro, ou seja, pela luta dos trabalhadores", afirmou. A proposta de lei do Governo surgiu na sequência de um acordo de concertação tripartido, subscrito por todos os parceiros sociais exceto a CGTP.

Para a central sindical, o acordo acentua desequilíbrios na repartição da riqueza, põe em causa a segurança no emprego, perpetua a precariedade, ataca a contratação coletiva e reduz direitos e rendimentos dos trabalhadores. A discussão do diploma pelos deputados vai ser acompanhada pela UGT, cujo secretário-geral, Carlos Silva, vai estar nas galerias da Assembleia da República, acompanhado por cerca de 40 dirigentes sindicais.