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Viagem de comboio entre Porto e Vigo em 1h20 em 2019, garante a Xunta da Galicia

Gustave Deghilage/Getty

Modernização da linha ferroviária que liga as duas cidades vai permitir, em 2019, encolher o tempo de viagem do serviço Celta

O presidente da Xunta da Galicia, Alberto Núñez Feijóo, revelou nesta terça-feira em Lisboa que a modernização da linha ferroviária Porto-Vigo vai permitir em 2019 fazer esta viagem em 1h20, contra 2h15 atualmente com o serviço Celta.

"É verdade que no futuro temos de pensar em ter um comboio mais rápido, mais competitivo, mas em todo o caso acreditamos que em 2019 vamos ter um comboio Porto-Vigo em uma hora e trinta minutos", afirmou Alberto Núñez Feijóo à entrada de um encontro em Lisboa com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, organizado pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola.

O presidente da Xunta da Galicia, ressalvando que as ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha são assunto soberano em cada um dos países, defendeu não ser suficiente esta redução de tempo de viagem prevista para 2019, em resultado da eletrificação do último troço da ligação ferroviária do Minho até à fronteira com Espanha.

"São noventa minutos, não é o comboio mais competitivo. Mas, comparado com a situação atual, é um passo gigante para a frente", disse Alberto Núñez Feijóo, defendendo que "este comboio é bom para Portugal, bom para Espanha, bom para o norte de Portugal, bom para a Galiza, e é bom também para os dois Estados".

Por sua vez, o ministro português Pedro Marques, também antes do encontro, disse aos jornalistas que o objetivo da reunião de hoje é o de "fazer o seguimento dos investimentos" combinados na última cimeira ibérica da relação entre Portugal e Espanha, e "em particular das importantes ligações ferroviárias no norte do país".

Estas ligações ferroviárias no norte de Portugal são "a principal prioridade", defendeu o ministro, mas destacando também a importância da avaliação geral da "boa cooperação" entre o norte de Portugal e a Galiza, que defendeu ser "para continuar a trabalhar".