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Incêndios. Funcionário da EDP, ex-autarca de Castanheira de Pera e presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos são arguidos

Incêndio de 17 de junho de 2017 que deflagrou na região Centro matou 66 pessoas

Foto Lucília Monteiro

Autarcas disseram à Lusa que foram constituídos arguidos no inquérito que investiga os incêndios de Pedrógão Grande. A lista não pára aqui

Rui Gustavo

Rui Gustavo

Jornalista de Sociedade

Um funcionário da EDP, responsável pela gestão de combustíveis na zona, Casimiro Pedro, junta-se ao ex-presidente da Câmara de Castanheira de Pera Fernando Lopes e ao atual presidente da Câmara de Figueiró dos Vinhos na lista dos arguidos no inquérito que investiga os incêndios de Pedrógão Grande. Nos próximos dias mais pessoas deverão ser constituídas arguidas.

"Confirmo que fui constituído arguido", afirmou Fernando Lopes, numa curta declaração à Lusa.

Fernando Lopes liderou Castanheira de Pera, o mais pequeno e menos populoso município do distrito de Leiria durante 12 anos, tendo, devido à lei de limitação de mandatos, sido impedido de se recandidatar nas eleições autárquicas de outubro último.

Número de arguidos sobe para 13

O número de arguidos no inquérito que investiga os incêndios de Pedrógão Grande, norte do distrito de Leiria, que provocaram 66 mortos em junho do ano passado, aumentou para 13, segundo anunciou nesta terça-feira a Procuradoria da Comarca de Leiria.

"No âmbito do inquérito onde se investigam as circunstâncias que rodearam os incêndios de Pedrógão Grande foram, esta terça-feira [19 de junho], constituídos três arguidos. Assim, o processo tem, neste momento, 13 arguidos, todos pessoas singulares", referiu uma nota publicada no sítio da Procuradoria na Internet.

A mesma nota adiantou que neste inquérito, dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Leiria, "estão em causa factos suscetíveis de integrarem os crimes de homicídio por negligência e ofensas corporais por negligência".