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Em 2019, pela primeira vez, as pessoas vão preferir a internet à televisão

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Os internautas deverão reservar uma média de 170,6 minutos por dia para atividades online, diz uma pesquisa da Zenith. Quanto ao tempo total dedicado às redes sociais, também vai subir

A internet vai tornar-se mais popular do que a televisão já no próximo ano, vaticina a empresa de pesquisas Zenith, o que significa uma mudança mais rápida que o inicialmente previsto. Segundo os dados agora revelados, as pessoas de todo o mundo vão, em 2019, passar mais tempo online do que a assistir a programas de televisão.

Em concreto, os internautas deverão reservar uma média de 170,6 minutos por dia para atividades online - seja no YouTube, nas redes sociais ou fazendo compras na Amazon - reservando um pouco menos de tempo - 170,3 minutos - para ver televisão. É a concretização de uma tendência, já apurada na Europa em 2007 em relação aos mais jovens. Um estudo realizado em dez países indicava nessa altura que que, pela primeira vez, os jovens europeus mostravam preferência pela internet, desinteressando-se da TV.

Já rendidos à internet, os anunciantes, por sua vez, também a preferem em matéria de investimento. A Zenith estima que em 2019 sejam gastos mais 60 mil milhões de dólares na net (perto de 51 mil milhões de euros) do que em publicidade televisiva. Os preços mais acessíveis dos smarphones aceleraram esta mudança, escreve o site “Recode”, fazendo aumentar o consumo da internet, o que inclui o crescimento dos consumos de media, que crescerá também no próximo ano.

Quanto ao tempo total dedicado às redes sociais, espera-se que suba dos 479 minutos/dia este ano, para 486,5 minutos/dia em 2019.

Mas não é só a televisão que perde para a internet. Um estudo alemão publicado nesta quinta-feira revela uma redução “dramática” do número de leitores de livros. Depois de fazer 25 mil entrevistas, a GfK concluiu que o número de pessoas que compram livros na Alemanha caiu cerca de 18% entre 2013 e 2017, indicou o estudo, realizado a pedido da associação de editores e livreiros alemães.

O tombo foi ainda maior - de 24% para 37% - entre as pessoas da faixa etária situada entre os 20 e os 50 anos, o grupo que mais tempo dedica por dia à internet: mais de três horas.