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O carapau substitui a sardinha no arraial da Mouraria

A pensar na sustentabilidade dos Oceanos, a plataforma PONG-Pesca em colaboração com a associação Renovar a Mouraria apostam esta sexta-feira num menu mais sustentável para as festas dos “Santos”. É o primeiro “Arraial com Carapau”.

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

“Em vez de sardinha coma carapau” — é a mensagem que associações ambientalistas integradas na plataforma PONG Pesca querem passar em época de arraiais. O primeiro “Arraial com Carapau” terá lugar a 8 de Junho — dia dos Oceanos — e é organizado pela associação Renovar a Mouraria, no Largo da Rosa, em Lisboa.

O objetivo é o de “chamar a atenção das pessoas para alternativas viáveis ao consumo da sardinha”, sublinha ao Expresso Rita Sá da Pong Pesca.O 'stock' ibérico de sardinha tem vindo a cair a pique nos últimos 20 anos, tendo passado de 106 mil toneladas em 2006 para 22 mil em 2016. A substituição por carapau capturado por arte do cerco é mais sustentável já que “esta espécie igualmente nutritiva tem o stock em bom estado”, explica a bióloga, reforçando a ideia de que "é importante diversificar o peixe que consumimos”.

A associação Renovar a Mouraria espera realizar “o arraial mais sustentável de Lisboa”. Além da aposta no carapau, vão ser utilizados utensílios reutilizáveis e feita compostagem com os restos alimentares. A Pong Pesca espera ver as boas práticas replicadas noutros arraiais.

O evento conta também com o apoio da Docapesca, da Sesibal, da Organização de Produtores de Pesca do Cerco e da Makro Portugal.

A festa no Largo da Rosa começa às 19h de sexta-feira ao som de uma banda de rumba e soukous formada por imigrantes originários da região do Baixo Congo.