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"A essência do meu trabalho é oferecer um olhar diferente sobre uma coisa para a qual as pessoas já olharam muitas vezes"

tiago miranda

Conheça a arquiteta e designer, com alma de artista, cuja assinatura está por todo o lado, das montras da Hermès e dos restaurantes do grupo Avillez à loja da Claus Porto e da Padaria Portuguesa no Príncipe Real. Agora, Joana Astolfi quer conquistar o mundo

Nelson Marques

Nelson Marques

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Jornalista

Tiago Miranda

Tiago Miranda

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Fotojornalista

Houve um tempo em que Joana Astolfi queria transformar o lixo em luxo. Era assim em 2009, quando abriu o primeiro ateliê em Lisboa, depois de acabar o curso de arquitetura no Reino Unido e de se tornar a primeira portuguesa a frequentar a Fabrica (o centro de pesquisa criativa da Benetton, em Treviso), e os clientes lhe entravam na pequena sala de 17 metros quadrados no Bairro Alto para que desse vida nova a objetos velhos. Mas quanto mais a palavra recycling (ela abusa das expressões em inglês porque foi educada em escolas internacionais e viveu 12 anos fora do país) se tornava gasta, mais ela sentia necessidade de se reinventar. Hoje, a sua assinatura ajuda a vender malas e outras peças da Hermès, mobiliário nórdico, vestidos da dupla Storytailors, sabonetes históricos ou os pratos do mais recente restaurante Cantinho do Avillez, no Parque das Nações. Em cada trabalho, seja um espaço ou um objeto, constrói a sua história em cima de histórias que interpreta. É também assim com o seu percurso: não é possível explicá-lo sem olhar para a história dos seus pais para perceber de onde ela veio. Foi por aí que começámos esta conversa de mais de duas horas, na sua casa, no Príncipe Real, em Lisboa.

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