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Gaianima. Ricardo Almeida condenado, João Vieira Pinto e Angelino Ferreira absolvidos

João Vieira Pinto, dirigente da FPF, não compareceu na leitura da sentença por se encontrar ao serviço da seleção nacional

O ex-presidente da empresa municipal Gaianima foi condenado esta sexta-feira a três anos e seis meses de prisão com pena suspensa, por cinco crimes de abuso de poder, e ainda ao pagamento de 12 mil euros a favor de instituições de solidariedade social de Vila Nova de Gaia. Ricardo Almeida terá ainda de indemnizar a autarquia em quase 60 mil euros por prejuízos à Câmara de Gaia no exercício das suas funções enquanto presidente do conselho de administração da extinta empresa municipal.

Os também administradores João Vieira Pinto, dirigente da FPF, que não compareceu à leitura da sentença por se encontrar ao serviço da seleção nacional, e Angelino Ferreira, ex-administrador da SAD do FC Porto, foram absolvidos dos crimes de que eram acusados. O tribunal criminal de Gaia não deu como provados os crimes de infidelidade e peculato de uso.

O Expresso tentou obter uma reação de Eduardo Vítor Rodrigues, que optou por não comentar a sentença.

Neste processo, o Ministério Público (MP) acusava os arguidos Ricardo Almeida (ex-presidente do conselho de administração da Gaianima), Angelino Ferreira e João Vieira Pinto (ex-administradores) por crimes de abuso de poder e infidelidade que terão sido cometidos em 2011, 2012 e 2013 até à dissolução/liquidação daquela empresa.

Ricardo Almeida e Angelino Ferreira foram ainda acusados de crimes de peculato de uso.

Os factos estão relacionados com contratos de empreitada, a contratação de empresas de comunicação, de um cartaz publicitário e de uma empresa de consultadoria aquando da dissolução da Gaianima e de uma parceria com um ginásio para a exploração das piscinas municipais, tendo alegadamente estas contratações ocorrido em ajuste direto, sem a auscultação do mercado.

A Gaianima, que geria eventos ligados à animação e equipamentos desportivos, foi extinta em 2015, depois de uma auditoria externa revelar um passivo de 14 milhões de euros e casos de violação da lei dos compromissos e de desrespeito pelas regras de contratação pública.

Em novembro, nas alegações finais, o MP considerou que os arguidos "violaram grosseiramente a lei e os deveres de administração e fiscalização".