Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Crianças portuguesas têm as vacinas em dia até aos sete anos

Nuno Botelho

Balanço da Direção-Geral da Saúde (DGS) indica que a cobertura para todas as vacinas dadas no Serviço Nacional de Saúde aos mais pequenos é de 95%. A elevada meta de proteção é um dos objetivos dos peritos e foi conseguido em 2017

Não fosse o reaparecimento do sarampo e Portugal continuava a ser um caso de grande sucesso no capítulo da proteção vacinal da população. O balanço mais recente do Programa Nacional de Vacinação mostra resultados muito bons entre as crianças até aos sete anos, as grávidas e as adolescentes.

No Boletim do Programa Nacional de Vacinação, publicado esta quarta-feira, merece destaque o facto de ter sido "atingido o objetivo de 95% de vacinação para todas as vacinas avaliadas até aos 7 anos de idade". Igualmente importante, os peritos referem que cerca de 75% das grávidas foram vacinadas contra a tosse convulsa em 2017.

A imunização contra a doença foi introduzida em janeiro do ano passado para grávidas entre as 20 e as 36 semanas de gestação. O objetivo é "garantir a imunidade do bebé até que este possa fazer a primeira dose da vacina, recomendada aos dois meses de idade", explicam os especialistas.

Um resultado animador foi também obtido na vacinação contra o papiloma vírus humano. A DGS destaca que "no ano em que se comemoram os dez anos de vacinação contra o cancro do colo do útero, continuam a vacinar-se mais de 85% das jovens até aos 14 anos de idade".

Os responsáveis da DGS afirmam que, "de uma forma geral, a avaliação efetuada dá conta dos excelentes resultados na aplicação do Programa Nacional de Vacinação, fruto do compromisso e dedicação dos profissionais de saúde, bem como da forte adesão dos cidadãos". Ainda assim, há perigos: o sarampo, por exemplo.

"Os surtos de sarampo que ocorreram em Portugal no último ano vieram chamar a atenção para a importância da vacinação atempada, especialmente até aos doze meses de idade." Para tentar travar a infeção e a ocorrência de surtos, "foram intensificados os esforços para convocar todas as pessoas com esquema vacinal em atraso, não se perder oportunidades de vacinação e desenvolver atividades adicionais de vacinação em comunidades com menor cobertura vacinal". A estimativa dá conta de terem sido administradas mais de 40 mil doses da vacina contra o sarampo nas ações de repescagem, mais 21% do que em 2016, a maioria (79%) em adultos.