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Governo anuncia construção do Museu Nacional da Emigração em Matosinhos

António Costa falou sobre emigração em Paris

paulo novais/lusa

Matosinhos vai ser a casa do Museu Nacional da Emigração, disse esta quarta-feira o Secretário-geral das comunidades José Luís Carneiro. O governante sublinhou que a constituição do museu da diáspora "é um objetivo nacional"

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, revelou esta quarta-feira a construção do Museu Nacional da Emigração em Matosinhos, projeto do arquiteto Souto de Moura. José Luís Carneiro disse que "houve desenvolvimentos" recentes "com a Câmara Municipal de Matosinhos, tendo em vista dar prosseguimento a esse projeto da constituição de um museu da diáspora".

"Há uma vontade de investimento financeiro de relativo vulto por parte da Câmara Municipal de Matosinhos", afirmou o membro do Governo, na sessão de encerramento do Fórum Luso-Estudos, promovido pelo Observatório dos Lusodescendentes, na Sociedade de Geografia de Lisboa.
O governante sublinhou que a constituição do museu da diáspora "é um objetivo nacional" e vincou a necessidade de articulação "com outras unidades museológicas no país", como o Museu das Migrações e das Comunidades, em Fafe, o Espaço Memória e Fronteira, localizado em Melgaço, e o Museu da Emigração Açoriana, instalado na Ribeira Grande. José Luís Carneiro ressalvou a importância "da herança histórica, não apenas nos países de acolhimento, mas na própria constituição da nacionalidade portuguesa".

O Museu Nacional da Emigração é um projeto cuja criação foi aprovada, como recomendação, pela Assembleia da República, em 27 de outubro de 2017. O Governo tem a intenção de que os vários museus municipais ligados ao fenómeno da emigração possam constituir-se como polos do Museu Nacional da Emigração, bem como com as inúmeras estruturas associativas portuguesas no estrangeiro. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas referiu ainda que os consulados ultrapassaram os dois milhões e 200 mil atos no ano passado. "Significa que os portugueses continuam ligados ao país de origem", observou José Luís Carneiro, acrescentando que "a vinculação cada vez maior" de emigrantes e lusodescendentes a Portugal.

"Só nos descendentes de portugueses, em 2016, houve nove mil pedidos de nacionalidade no consulado de São Paulo, no Brasil", referiu.
O Fórum Luso-Estudos, que terminou hoje, reuniu em Lisboa mais de oito dezenas de lusodescendentes, provenientes dos cinco continentes, a que se juntaram os embaixadores de França e Luxemburgo. A presidente do Observatório dos Lusodescendentes, Emmanuelle Afonso, referiu que o conjunto de conferências tem como propósito "promover, disseminar e dinamizar um maior conhecimento sobre a diáspora lusodescendente, possibilitando o desenvolvimento sustentável de melhores políticas públicas e privadas para a manutenção da sua ligação a Portugal".