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Exercício Fénix recria sismo em Tavira

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A maior simulação de uma catástrofe já realizada em Portugal está a decorrer desde sábado em Tavira. São 400 efetivos num treino que para avaliar a capacidade de coordenação, reação e utilização de equipamentos do Exército fará tremer o Algarve

O exercício Fénix é o primeiro do que se espera ser um treino anual a partir de 2018. Na região de Tavira, desde sábado e até esta terça-feira, visa colocar à prova "a capacidade de resposta das diferenças valências do Apoio Militar de Emergência", segundo um comunicado emitido pelo Exército. Esta terça-feira, o exercício deverá receber a visita do ministro da Defesa e de representantes da Comissão de Defesa Nacional.

No âmbito desta iniciativa será realizada uma demonstração das capacidades do Exército perante um sismo. Em causa estarão, sobretudo, a "intervenção dos efetivos na busca e salvamento terrestre, trabalhos de engenharia, manutenção e transportes de apoio sanitário e psicossocial, reabastecimento e serviços, segurança e vigilãncia, apoio ao combate de incêndios, defesa nuclear biológica química e radiológica e comunicações", refere o comunicado.

A Unidade de Apoio Militar de Emergência, que existe há cerca de um ano, terá de projetar um posto de comando tático e testar a sua resposta em cenários de catástrofe. Sobretudo, a interligação com do Regimento de Apoio Militar de Emergência com a sala de situação do centro de operações localizada em Abrantes e com as forças operacionais dispersas pelo terreno da simulação da catástrofe.

No exercício participam, além do Exército, elementos da Autoridade Nacional de Proteção Civil, do INEM, Segurança Social, Cruz Vermelha, direção Geral de Veterinária. No terreno estarão cerca de 400 efetivos militares e civis e pela primeira vez estará o Posto de Comando Tático.

"Associado a um sismo podem acontecer situações de incêndios e, por isso, estarão em ação os pelotões do Exército de vigilância e rescaldo", explica o coronel César Reis, comandante do Regimento Militar de Emergência. Também será simulada a destruição de uma ponte e a construção de uma forma de atravessar um curso de água, sobretudo de passar uma ambulância de uma margem para outra. Também será recriado um incidente com fuga de químicos e necessidade de combate biológico e a construção de um campo de desalojados. "A população está envolvida e até já tivemos a visita de escolas porque o exercício é uma oportunidade de se perceber a amplitude da capacidade de atuação do Exército ", conta o militar.

O comunicado do Exército explica ainda que durante o exercício "serão utilizadas diferentes tecnologias de informação e sistemas de informação", incluindo rádios táticos, redes de dados, sistemas de comando e controlo, comunicações satélite. Questionado pelo Expresso, César Reis, confirmou que também o SIRESP será posto à prova durante o Fénix. Mas também será apresentada "uma solução tecnológica de comunicações celulares", que, de acordo com os militares, será "uma mais valia" em termos operacionais, devido à elevada largura de banda e interoperabilidade com os sistemas de informação e comunicações do Exército.