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Meios de combate a incêndios reforçados em junho e outubro

O reforço dos meios de combate aos incêndios será mais visível nos meses de junho e outubro

Rui Duarte Silva

Os meios de combate a incêndios vão ser reforçados este ano com mais operacionais, viaturas e meios aéreos, sendo o aumento mais visível nos meses de junho e outubro

Os meios de combate a incêndios vão ser reforçados este ano com mais operacionais, viaturas e meios aéreos, sendo o aumento mais visível nos meses de junho e outubro, segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON).
A DON, a que agência Lusa teve acesso, estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para 2018 e avança que os meios vão ser reforçados em todos os períodos do ano.
No entanto, é nos meses de junho e outubro, quando se registaram os maiores incêndios de 2017 que provocaram 115 mortos, que se vai notar maior aumento.
De acordo com a DON, feita pela Autoridade Nacional de Proteção Civil e homologada pelo secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, na sexta-feira, junho vai contar este ano com mais 1.580 operacionais, 365 viaturas e oito meios aéreos do que 2017.
No período de 01 a 30 junho, que agora vai passar a chamar-se "reforçado nível III", vão estar mobilizados um total de 8.187 elementos e 1.879 veículos dos vários agentes presentes no terreno, além de 40 meios aéreos, que aumentam para 48 partir de 15 de junho.
Também de 01 a 15 de outubro, igualmente chamado de "reforçado nível III", os meios aumentam em relação ao ano passado: mais 2.834 operacionais, 637 viaturas e 12 meios aéreos.
Para os primeiros 15 dias de outubro estão previstos 8.352 elementos, 1.944 veículos e 34 aeronaves.
Na última quinzena de outubro, "reforçado nível II", integram o DECIR as forças de empenhamento permanente e 22 meios aéreos, sendo o número de meios determinado de acordo com a avaliação do perigo e do risco de fogo.
Com a mesma denominação, o período de 15 a 31 de maio passa a integrar 6.290 elementos, 1.473 veículos e 32 aviões e helicópteros.
A fase que até agora se denominava "Charlie", entre 01 de julho e 30 de setembro, continua a mobilizar o maior número de meios, passando este período, que agora vai chamar-se "reforçado nível IV", a contar com 10.767 elementos, 2.463 veículos e 55 meios aéreos, o maior de sempre.
Em relação a 2017, aquele que é considerado o nível mais crítico de incêndios mobiliza este ano mais 1.027 operacionais, 398 viaturas e sete aparelhos.
Com o DECIR 2018 passam a estar disponíveis, entre 01 de janeiro e 14 de maio e 01 de novembro e 31 de dezembro, 20 meios aéreos, seis dos quais do Estado e 14 alugados.
Durante estes meses, denominado "permanente nível I", vão estar operacionais as forças dos corpos de bombeiros, do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR, da Força Especial de Bombeiros (FEB) da ANPC, as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) e os Grupos de Intervenção Permanente (GIPE).
O DECIR conta com os três helicópteros KAMOV do Estado, mas estes aparelhos não estão atualmente a voar, desconhecendo-se se vão estar operacionais para os incêndios.
Este ano, a rede nacional de postos de vigia, da responsabilidade da GNR, vai estar em funcionamento entre 07 de maio e 30 de outubro, estando a funcionar 228 postos entre 01 de julho e 15 de outubro e no restante período 72.
A DON vai ser aprovada na segunda-feira na Comissão Nacional de Proteção Civil.