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Celuloses obrigadas a reduzir as descargas no Tejo

PAULO CUNHA/ Lusa

Segundo as novas regras definidas pela Agência Portuguesa do Ambiente, só a Celtejo, apontada como principal responsável pelo fenómeno de poluição registado em janeiro, terá de diminuir as descargas em 52%

As indústrias do papel vão ser obrigadas a reduzir as descargas poluentes no rio Tejo, sobretudo no período de verão.

De acordo com as novas licenças emitidas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), só a Celtejo, apontada como principal respondável pelo fenómeno de poluição verificado em janeiro junto a Abrantes, terá de diminuir as descargas em 52%.

Em comunicado, a APA refere que os termos das novas licenças para as empresas Celtejo, Navigator e Paper Prime, localizadas em Vila Velha de Ródão, foram participados na sexta-feira, tendo agora as empresas um prazo de 10 dias para se pronunciarem.

Segundo a APA, estas licenças de utilização dos recursos hídricos seguem um novo paradigma, que considera a necessidade de os operadores se adaptarem às consequências das alterações climáticas, em particular aos fenómenos de seca e ao seu impacto na qualidade das massas de água. Por isso, são estabelecidas mais restrições para as descargas durante o período de verão.

Além de estabelecerem uma redução da carga poluente em relação às anteriores licenças, as novas regras prevêem ainda a criação de um período excecional, sempre que as condições meteorológicas ou as condições do Tejo o exigirem.

No final de janeiro foram detetados fenómenos de poluição no rio Tejo, junto à queda de água do açude insuflável de Abrantes, no distrito de Santarém, provocados por descargas da indústria da pasta de papel. Um manto de espuma branca, com cerca de meio metro, cobriu o rio Tejo nesta zona, levando à recolha de amostras que detetaram a presença de elementos de celulose elevados.