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Sociedade

18 respostas (e um silêncio) de Zuckerberg que explicam parte do mundo em que vivemos

A habitual t-shirt cinzenta foi trocada por um fato escuro e uma gravata azul. Em vez de palavras escritas numa publicação no Facebook, Mark Zuckerberg teve de ir esta terça-feira ao Congresso norte-americano – é a primeira de duas audições – para responder a dúvidas sobre o escândalo Facebook/Cambridge Analytica. Listamos 19 momentos de Zuckerberg que explicam o fundamental de cinco horas de depoimento e de uma forma de estar naquele que é o mundo destes dias

SHAWN THEW

Interferência russa

“É uma corrida de armamento. Enquanto existirem pessoas na Rússia cujo único trabalho é estarem sentados a interferir nas eleições, o nosso trabalho não acaba”

“Queremos garantir que não há interferências nas eleições que vão acontecer em 2018 por todo o mundo”

“Agora, a coisa mais importante com que me preocupo é garantir que ninguém interfere nas eleições que estão para vir”

“Imagino que vamos encontrar alguma coisa”
Em resposta à pergunta “acredita que a Rússia ou a China tiveram acesso aos dados e aos perfis doa utilizadores do Facebook?”. Zuckerberg acrescentou ainda que já foi iniciada uma investigação

Privacidade

LEAH MILLIS

“Sim… [pausa] na medida em que não queriam que a informação fosse vendida à Cambridge Analytica por um programador. Isso aconteceu sob a nossa supervisão”
Em resposta à questão se os utilizadores do Facebook eram vítimas do que aconteceu. Segundos antes, Zuckerberg negou que ele ou a empresa sejam vítimas da polémica e assumiu responsabilidade

“Não sei. Imagino que a maioria não leia tudo, mas têm a oportunidade de o fazer”
Em resposta à questão se teria noção da quantidade de pessoas que “realmente” leem os termos de utilização e de privacidade do Facebook

“Quero acreditar que as informações que recolhemos não são surpreendentes para as pessoas”
A resposta foi dada por Zuckerberg após um senador lhe ter pedido para enumerar todos os dados recolhidos pelo Facebook e de que as pessoas não têm conhecimento

Senador: Estaria confortável em partilhar o nome do hotel onde passou a última noite?
Zuckerberg: Não.
Senador: Estaria confortável em partilha o nome das pessoas com que trocou mensagens na última semana?
Zuckerberg: Não.
Senador: Acho que isto nos leva à questão que importa, a privacidade.

Acesso, venda e partilha dados

LEAH MILLIS

“Não vendemos dados. Os anunciantes não têm acesso a qualquer informação dos utilizadores”

“A nossa posição não ´que a regulamentação seja errada. Acho que a verdadeira questão é qual é a regulamentação acertada.”
Sobre a possibilidade de legislar o uso e partilha de dados

“Teoricamente, sim. Mas nunca o faríamos”
Zuckerberg hesitou alguns segundos quando questionado se um funcionário do Facebook consegue aceder a qualquer informação de um utilizador

“Notem que o Facebook só disponibiliza informações às autoridades com intimidação ou mandado”

“Acredito que nunca recolhemos conteúdos de chamadas telefónicas”

Polémica Facebook/Cambridge Analytica

“Este episódio claramente deixou marcas e tornou muito mais difícil de conseguir completar a nossa missão social”

“Foi um erro não termos avisado as pessoas”
Zuckerberg admitiu que os utilizadores afetados em 2015 pela Cambridge Analytica deveriam ter sido avisados

Facebook

SHAWN THEW

“Haverá sempre uma versão do Facebook que será totalmente gratuita”
Quando questionado se o acesso à rede social vai ser pago, depois de admitir uma versão da rede social sem anúncios e paga

“Vejo-nos como uma empresa tecnológica… Concordo que somos responsáveis pelo conteúdo, no entanto não somos nós que o produzimos”
Quando questionado se o Facebook é uma empresa tecnológica ou a maior editora do mundo

Senador: Não acha que detém o monopólio [das redes socais]?
Zuckerberg: Sinceramente não sinto isso.

Silêncio

Em resposta às perguntas se ele ou o Facebok eram demasiado poderosos, Zuckerberg remeteu-se ao silêncio.