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40 dias a (tentar) viver sem plástico

Os portugueses gastam 710 mil copos de café e dois milhões de garrafas por dia. A Quercus lançou um desafio e tentámos superá-lo

Sofia Miguel Rosa

Sofia Miguel Rosa

Jornalista infográfica

Usar uma espécie de sabonete para lavar o cabelo foi estranho nos primeiros dias. Pesar a fruta no supermercado sem usar sacos de plástico foi um desafio. Não beber café em copos de plástico, recusar palhinhas, talheres ou pratos descartáveis e optar por um cantil em vez de uma garrafa de água foram as mudanças que rapidamente entraram na minha rotina durante o desafio lançado pela Quercus de viver 40 dias sem plástico descartável.

Ao início até pareceu fácil. Só que aos poucos comecei a descobrir plástico onde já nem via que ele existia. No primeiro dia, a garrafa de água é substituída por uma de vidro ou um cantil, o café passa a ser só em chávena (sem colher de plástico) e uma bebida num restaurante só em vidro ou a copo.

Em casa, os olhos começam a ver de maneira diferente o que está no frigorífico e nos armários. Há plástico por todo o lado: no pacote de arroz, no dos cereais, apesar de vir dentro de uma caixa de cartão, no saco da alface, na caixa dos morangos ou dos tomate-cereja, nos iogurtes e até no ramo de salsa vendido num cone de plástico. É o primeiro choque. O segundo e maior de todos chega a seguir com a primeira ida ao supermercado.

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  • Comprar a granel é uma forma de poupar plástico. Mas como e onde?

    As lojas a granel ou as secções de produtos avulso nos supermercados têm conquistado cada vez mais espaço em vários países europeus, incluindo Portugal. Umas vendem massas, arroz, especiarias e frutos secos, outras têm detergentes e algumas aceitam os sacos de pano e os frascos de vidro trazidos de casa. Entre as medidas a discutir no grupo de trabalho do Governo para redução do consumo de plástico em Portugal estará a redução do IVA dos produtos a granel