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Liga dos Bombeiros descontente com Governo reúne-se esta sexta-feira

Foto Ana Baião

Liga dos Bombeiros pediu ao Governo uma reunião de urgência, devido ao incumprimento de inúmeras situações acordadas durante as negociações. Jaime Marta Soares fala em boicote por parte dos bombeiros voluntários

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai reunir-se esta sexta-feira de urgência para fazer um balanço das negociações com o Governo sobre o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) de 2018, que considera estarem aquém do esperado.

"Vai ser feito um balanço minucioso das negociações com o Governo que não estão a ter o resultado esperado", disse à agência Lusa o presidente da LBP, Jaime Marta Soares, adiantando que há "falta de respostas concretas".

O mesmo responsável sublinhou que há um conjunto de situações acordadas com o Governo durante as negociações que não estão a ser cumpridas, o que justifica a reunião de urgência do conselho executivo da LBP.

Como exemplo, a LBP refere que o Governo aceitou a proposta para a criação de 120 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nos corpos de bombeiros, mas apenas anuncia 80.

A LBP refere também que o Governo se comprometeu a apresentar até 30 de março a diretiva operacional nacional, que estabelece os meios que integram o DECIF, e a respetiva diretiva financeira, documento que fixa o pagamento aos bombeiros voluntários, mas tal não aconteceu.

Jaime Marta Soares disse que o Governo se comprometeu igualmente a acolher no Sistema de Gestão de Operações (SGO) as propostas da LBP, o que também não aconteceu.

A revisão do SGO, publicada em Diário da República na terça-feira, define as funções, responsabilidades e níveis de decisão, tendo por base as novas necessidades manifestadas nos incêndios de 2017 de estruturar modelos organizativos, capazes de garantir o comando e controlo das operações.

Jaime Marta Soares disse que não estão contempladas no SGO as proposta da LBP relacionadas com as zonas e comandos operacionais.

O presidente da LBP disse ainda que as corporações de bombeiros desconhecem como vai ser feita a próxima época de combate a incêndios florestais e admite um boicote dos bombeiros voluntários às atividades dependentes da Autoridade Nacional de Proteção Civil, apesar de salvaguardarem as respostas de socorro às populações.