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Explosão de artefactos pirotécnicos em Penacova faz 1 morto e 24 feridos

O alerta foi dado cerca das 12h30. Dos 24 feridos dois correm risco de vida, há três em estado grave e outros 19, entre os quais cinco crianças, não oferecem preocupação

Uma explosão de artefactos pirotécnicos, que se destinavam a ser deflagrados durante uma festa religiosa em Penacova, provocou um morto e 24 feridos.

“Há uma vítima mortal e 24 feridos, dois dos quais críticos, três graves e 19 ligeiros – incluindo cinco crianças”, disse o comandante António Simões, dos Bombeiros de Penacova.

As crianças foram levadas para o Hospital Pediátrico de Coimbra, enquanto os restantes feridos foram transportados para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Apenas um deles foi transportado de helicóptero.

A explosão ocorreu cerca das 12h30 quando se preparava o início da procissão e seriam efetuados os primeiros lançamentos de foguetes e petardos. A população estava no interior da igreja quando um primeiro rebentamento sacudiu a aldeia. Seguiu-se a explosão que teve origem no material pirotécnico que seria lançado em duas ocasiões, no decorrer da procissão e ao final do dia.

Segundo o Comando da Proteção Civil de Coimbra, a ocorrência “tem grau elevado” e foram mobilizados vários meios das corporações de bombeiros, incluindo do distrito de Viseu.

Lançamento de foguetes estava licenciado

Uma brigada de minas e armadilhas da PSP, que em todo o país tem autoridade para licenciar a produção e operação de explosivos, já está em Gondolim, Penacova, onde aconteceu a explosão de causas ainda não apuradas.

O lançamento de foguetes obriga ao licenciamento e ao parecer prévio dos bombeiros e da GNR. A licença, que é paga às câmaras municipais, custa 101 euros, mas o valor não é uniforme em todos os concelhos. Obrigatória é a existência de seguro para danos cíveis.

De acordo com fontes da PSP, a quem cabe a fiscalização na produção e operação de explosivos, as Festas de Gondolim, em Penacova, cumpriram estes procedimentos, mas as causas da explosão ainda estão a ser investigadas.

No local estiveram estão 68 operacionais, 31 viaturas dos bombeiros e INEM e três helicópteros. Peritos da PSP, que investigam as causas do acidente e elementos da PJ, mobilizados sempre que há vítimas mortais, vão apurar as causas do incidente numa investigação que será tutelada pelo Ministério Público.

(Notícia atualizada às 15h52)