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Vacina do sarampo poderá vir a ter terceira dose

Joe Raedle/ Getty Images

Diretora geral da Saúde afirma no Parlamento que muitos peritos estão a estudar a possibilidade de ser necessário fazer um reforço das doses contra o vírus

Os vários surtos de sarampo que desde o início do ano ocorreram em vários países da Europa, Portugal incluído, estão a fazer repensar a estratégia contra o sarampo. Muitos dos doentes estavam vacinados e os cientistas estudam agora a possibilidade de vir a ser necessária uma terceira dose vacinal contra o vírus. A informação foi dada na tarde desta terça-feira no Parlamento pela diretora geral da Saúde.

Graça Freitas adiantou aos deputados em audição pública, a pedido do PCP e do PS, que "ainda não está escrito em lado nenhum", mas acredita "que vai acontecer, porque há muita gente a estudar a necessidade de uma terceira dose da vacina contra o sarampo; está tudo a mudar e tudo isto é novo". O reforço da proteção contra o vírus ainda é apenas uma hipótese em análise e Portugal não tem nenhum atraso na aplicação de qualquer alteração na imunização contra o sarampo, garantiu a responsável da Direção Geral da Saúde.

No surto ainda ativo em Portugal, Graça Freitas sublinhou que 80% dos doentes estavam devidamente vacinados com as duas doses, não tendo desenvolvido formas graves e, acima de tudo, não tendo transmitido o vírus. "Só 11 dos casos não tinham nenhuma dose da vacina e foi porque 80% dos profissionais de saúde tinham as duas doses é que o surto não teve outra dimensão." A especialista em vacinas reafirmou ainda aos deputados que não considera necessária a proteção obrigatória, sobretudo de quem presta cuidados de saúde. "Em Portugal as pessoas vacinam-se voluntariamente e muito."

  • Surto de sarampo começou com estudante italiana de Erasmus

    Os estudos genéticos feitos ao vírus revelaram que foi introduzido no Hospital de Santo António, no Porto, por uma aluna de Erasmus. A jovem estivera numa localidade entre Roma e Nápoles, precisamente a segunda área, depois da Sicília, com a maior incidência de sarampo em Itália. Com a identificação do caso zero, a data de início do surto recua assim do final para o início de fevereiro