Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Rui L. Reis galardoado com Prémio Unesco. Cientista vai ter uma estátua

Diretor do Grupo 3B’s e vice-reitor para a Investigação e Inovação da Universidade do Minho recebe esta sexta-feira o Prémio Internacional UNESCO de Investigação em Ciências da Vida 2017, em Malabo, na Guiné Equatorial. Rui L. Reis será ainda distinguido com uma estátua de um artista local

Expresso

Rui L. Reis, diretor do Grupo 3B’s do Instituto de Investigação em Biomateriais, Biomiméticos e Biodegradáveis (I3Bs) e vice-reitor para a Investigação e Inovação da Universidade do Minho, recebe esta sexta-feira mais um galardão de referência, agora no valor de 85 mil euros. O Prémio Internacional UNESCO de Investigação em Ciências da Vida 2017 será atribuído em Malabo, na Guiné Equatorial, onde o cientista passará a ter uma estátua da autoria de um artista local.

O galardão enaltece Rui L. Reis “pelas suas contribuições excecionalmente inovadoras para o desenvolvimento de biomateriais de base natural e suas aplicações biomédicas, incluindo engenharia de tecidos, medicina regenerativa, células estaminais e sistemas inteligentes de libertação controlada de medicamentos, que têm um enorme potencial para melhorar a saúde humana”, anuncia em comunicado a Universidade do Minho.

O prémio, um dos maiores a nível internacional na área das ciências da vida, destaca a investigação neste domínio cientifico responsável por um forte impacto internacional, sendo atribuído pela UNESCO com o alto patrocínio do Governo da Guiné Equatorial.

Rui L. Reis torna-se o primeiro cientista europeu a receber este galardão, que soma este ano a sua quarta edição. “É um grande privilégio receber este importante prémio de natureza global, é mais um estímulo para todo o grupo de investigação que tenho o prazer de liderar e aceito-o em nome de todos os que de algum modo contribuíram para ele. É também um orgulho poder ver reconhecida a investigação que se faz na Universidade do Minho e que é cada vez mais relevante em termos internacionais”, refere o investigador.

No último ano, este é terceiro grande prémio mundial de Rui Reis, após ter sido distinguido com o galardão “Contribuições para a Literatura Científica” da Sociedade Internacional de Engenharia de Tecidos e Medicina Regenerativa (TERMIS) e o “Harvey Engineering Research Award” da associação “Institution of Engineering and Technology” (IET), entregue na passada semana em Londres.

Na presente edição, será distinguido ainda o argentino Ivan Antonio Izquierdo, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil), por descobertas em mecanismos de processos de memória, e a Organização de Investigação Agrícola do Centro Volcani (Israel). Os vencedores tinham sido anunciados em julho de 2017 pela então diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.

Rui L. Reis, um dos cientistas com mais artigos e mais citações nas áreas dos biomateriais, engenharia de tecidos humanos e medicina regenerativa, apresenta mais de 1050 trabalhos listados na base “ISI Web of Knowledge”, 980 na “Scopus” e 1670 na “Google Scholar” (cerca de 41.000 citações). Destes, cerca de 900 são artigos em revistas internacionais com revisores.