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Relatório de segurança alerta para os grupos de extrema-direita e de extrema-esquerda

d.r.

Polícias não colocam de lado um cenário de confrontos violentos "que opõem uma e outra destas correntes ideológicas"

Os grupos radicais de direita e de esquerda são um problema real para as polícias portuguesas. O ataque realizado este sábado no Prior Velho (Loures) pelos motards dos Hells Angels contra os Bandidos, ambos de ideologia de extrema-direita, são só o exemplo mais recente.

De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2017, publicado esta quinta-feira, a extrema-direita portuguesa continuou a aproximar-se das principais tendências europeias na luta pela "reconquista da Europa pelos europeus".

Além de terem reforçado os contactos internacionais assistiu-se a "um reforço da propaganda online" e "à multiplicação de iniciativas com alguma visibilidade". Exemplo disso são os concertos, conferências, apresentações de livros e protestos simbólicos. "A violência permaneceu como um traço marcante da militância da extrema-direita, havendo registos de alguns incidentes, nomeadamente agressões a militantes anti-fascistas."

Já sobre a extrema-esquerda, o relatório destaca a participação de alguns militantes portugueses nos protestos violentos contra o G-20 na Alemanha. E também a ocupação de imóveis devolutos no Porto e em Lisboa, "enquanto forma de protesto contra o capitalismo".

O documento alerta também para possíveis confrontos violentos opondo estes movimentos antagónicos.

O RASI revela com algum detalhe a existência de um elaborado trabalho de monitorização e também de prevenção sobre "os novos fenómenos de extrema-direita em Portugal e na Europa".