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Governo corrige informação: não há portugueses entre os mortos no ataque em França

SEBASTIAN NOGIER/ EPA

Única vítima portuguesa do ataque em França encontra-se “gravemente ferida e hospitalizada em Perpignan”, confirmou ao Expresso o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

Ao contrário do que foi inicialmente anunciado pelo Governo, o cidadão português envolvido no ataque desta sexta-feira em França não morreu, encontrando-se “gravemente ferido e hospitalizado em Perpignan”, na zona dos Pirinéus Orientais, no sudoeste de França.

Ao Expresso, o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, lamentou “o transtorno causado pela incorreção na informação prestada” e explicou que “devido a erros na comunicação entre as entidades envolvidas na gestão da crise no local onde ocorreu o atentado, inicialmente foi transmitido à Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas e à embaixada de Portugal em Paris a informação da existência de uma vítima mortal”. Depois da “realização de diligências junto de várias entidades tendo em vista a certificação da identidade da vítima”, continua o secretário de Estado, “verifica-se haver registo de um cidadão português gravemente ferido e hospitalizado em Perpignan”.

José Luís Carneiro disse ainda já ter falado com a família do português, com a qual se irá encontrar no sábado, no hospital onde está internado o cidadão. “À família será prestado todo o apoio consular por parte do Estado português”. Entretanto, a nota que a Presidência da República publicara no seu site, onde apresentava condolências à família do português, foi retirada.

O último balanço oficial do atentado desta sexta-feira em Carcassonne, no sudoeste de França, feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, dava conta de três mortos e 16 feridos, dois deles em estado considerado crítico. O atirador, identificado como Redouane Lakdim, 26 anos e nacionalidade marroquina, residente em Carcassone, foi abatido no interior do supermercado em Trèbes onde se barricou com pelo menos oito pessoas (duas delas foram mortas), já depois de ter roubado um carro e assassinado um dos passageiros, deixando ainda o condutor ferido.

Redouane Lakdim, explicou em conferência de imprensa o procurador-geral francês, François Molins, já seria conhecido das autoridades e entre 2016 e 2017 foi vigiado pelos serviços de informação franceses por suspeita de radicalização e ligações ao movimento salafista. Antes de entrar no supermercado, o atirador afirmou ser um “soldado do Daesh” e gritou “Allahu Akbar”, referiu ainda o procurador. O Daesh reivindicou o ataque através de um comunicado divulgado na agência de propaganda da organização terrorista, a Amaq.

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    França voltou a enfrentar um atentado terrorista: agora foi em Carcassonne, a 700 quilómetros de Paris. Redouane Lakdim, 26 anos, roubou um carro e matou um passageiro minutos antes de sequestrar várias pessoas num supermercado. No total, matou três pessoas e feriu outras 16. Secretaria de Estado das Comunidades não confirma a existência de um ferido português, como foi noticiado