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Estão “infetadas por vírus maliciosos”: Sócrates pede nulidade de todas as escutas da Operação Marquês

Tiago Miranda

Defesa do ex-primeiro-ministro considera que é motivo de público escândalo que “tal se verifique num processo como este”

José Sócrates pediu a nulidade de todas as escutas telefónicas da Operação Marquês. Em comunicado, a defesa do antigo primeiro-ministro alega que todas as escutas estão “infetadas por vírus maliciosos e que são inaudíveis e imprestáveis para os efeitos processuais, uma vez que não permitem a identificação dos intervenientes nas conversas escutadas”.

Este problema informático foi reconhecido pelo Ministério Público, que imputa, no entanto, a responsabilidade a vírus dos aparelhos telefónicos dos escutados.

A defesa afirma que está tudo comprovado nos autos por consultores informáticos de vários arguidos e que tem sido “reiteradamente confirmado pelo próprio juiz do inquérito”, Carlos Alexandre, que declarou o impedimento processual dos arguidos e dos assistentes.

A defesa considera que é motivo de público escândalo que “tal se verifique num processo como este, prosseguido num departamento da Procuradoria-Geral da República especialmente constituído e especialmente equipado durante anos para perseguir o Eng. José Sócrates. E é causa de nulidade absoluta que tal situação se mantenha há quase meio ano, como previsto na Constituição”.