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Tancos. Caixa de armamento recuperada deu origem a uma repreensão

Nuno Botelho

Exército aplicou trinta dias de castigo a sargento por não ter atualizado a folha de material nos paióis de Tancos

Um dos mistérios sobre o roubo de armamento em Tancos parece ter ficado explicado. Recorde-se que o material de guerra foi devolvido na Chamusca, depois de um telefonema anónimo para o piquete da Polícia Judiciária Militar, quatro meses após o furto.

Só que aparentemente os ladrões deixaram uma caixa a mais com armamento, o que deu azo a especulações, que parecem ter terminado esta quinta-feira depois da publicação do relatório do Ministério da Defesa sobre o crime de 28 de junho do ano passado.

De acordo com o documento, após um exercício militar que decorreu antes do roubo, um sargento não atualizou a folha de registo de "quantidade de material", por lapso. Desta forma, o Exército desconhecia que a mesma caixa tinha sido furtada pelos assaltantes.

"No termo das averiguações que levou a cabo, o Exército concluiu que a caixa de material recuperada e não contemplada na lista de material furtado foi colocada no paiol em momento anterior ao furto, sem que dela tivesse sido dada entrada, razão pela qual se veio a verificar a discrepância referida", refere o documento de 108 páginas.

O Exército acabou por abrir novo processo de averiguações, que deu origem a um processo disciplinar iniciado a 16 de setembro. No final de dezembro, o sargento foi alvo de uma pena de repreensão, que segundo o Exército, já foi cumprida.