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PJ apanha 'toupeiras' na rede informática das finanças

Duas pessoas foram constituídas arguidas na operação "Bug" da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T)

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

A Polícia Judiciária desmantelou um grupo de funcionários que acedia ilegitimamente a informação confidencial de terceiros, na rede informática das finanças.

Na operação "Bug", realizada pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T), e que contou com o apoio da Inspeção Geral de Finanças, duas pessoas foram constituídas arguidas.

A Judiciária revela que foram realizadas duas buscas domiciliárias e feitas pesquisas informáticas aos postos de trabalho dos funcionários suspeitos.

Ao Expresso, uma fonte da UNC3T revela que a investigação tem três meses e que a atividade ilegal destes funcionários da Inspeção-Geral das Finanças decorreria já há algum tempo. "Os suspeitos utilizavam o sistema de gestão documental, acedendo a documentos que circulavam na IGF." Não estão em causa documentos relacionados com o IRS ou IRC, frisa a mesma fonte.

Os inspetores da UNC3T já apreenderam os sistemas informáticos utilizados pelas duas alegadas 'toupeiras', de modo a poderem fazer uma "análise digital forense".

O caso não está fechado. De acordo com a PJ, "a investigação prossegue tendo em vista a determinação da extensão da atividade criminosa".