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Operação Fizz. Orlando Figueira fica em liberdade

lusa

O principal arguido da Operação Fizz deixou de estar em prisão domiciliária. Juiz do processo deu-lhe ordem de liberdade

Orlando Figueira, o ex-procurador acusado de corrupção passiva, branqueamento de capitais, violação do segredo de justiça e falsificação de documentos, ficou em liberdade. A ordem foi dada pelo juiz Alfredo Costa que preside ao julgamento da Operação Fizz.

Os juízes determinaram, contudo, que o arguido entregasse o passaporte, pelo que não pode ausentar-se para o estrangeiro. Sobre a proibição de contactos, segundo a advogada Carla Marinho, os juízes ainda não tomaram qualquer decisão.

Depois de ter sido ouvido à porta fechada hoje à tarde e de conhecer a decisão, Orlando Figueira disse aos jornalistas que ia para casa e esperar pelos técnicos da equipa de reinserção social para remoção do dispositivo.

O antigo procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) encontrava-se há um ano e meio em prisão domiciliária. E chegou a estar detido preventivamente no estabelecimento prisional de Évora.

Em causa no processo está o arquivamento de um processo relacionado com o antigo presidente da Sonangol e ex-vice presidente de Angola Manuel Vicente por Orlando Figueira. O Ministério Público suspeita que o ex-procurador recebeu 760 mil euros como contrapartida pelo arquivamento de um inquérito em que o vice de Angola era visado como suspeito de branqueamento de capitais.

Durante o julgamento, que teve início em janeiro, Orlando Figueira tem reforçado a tese de que nada tem a ver com o ex-homem forte da Sonangol. "Só falta dizer que foi o Trump". "Não há qualquer relação com o Manuel Vicente nem com o Manuel dos Anzóis." Ou, "Vicente não tem uma varinha mágica que faz 'Plim'", afirmou numa das primeiras sessões.

Há uma semana, o juiz Carlos Alexandre, amigo de longa data do ex-procurador do DCIAP, testemunhou a seu favor no julgamento que decorre no Campus da Justiça.