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Sociedade

Sindicatos de médicos convocam greve para maio

O melhor prognóstico para este ano indica que 800 jovens médicos não vão ter lugar no Serviço Nacional de Saúde para iniciarem a especialização

Paulo Vaz Henriques

Entre as reivindicações da Federação Nacional dos Médicos e do Sindicato Independente dos Médicos estão a redução da lista de utentes por médico de família e a diminuição de 18 para 12 horas semanais de serviço de urgência obrigatório

Os dois sindicatos médicos decidiram esta segunda-feira convocar uma greve nacional conjunta para os dias 8, 9 e 10 de maio.

A decisão foi anunciada à agência Lusa no final de uma reunião do Forum Médico pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM).

A FNAM tinha inicialmente previstos três dias de greve para abril, mas, segundo o dirigente João Proença, os dois sindicatos decidiram convergir e agendar uma paralisação conjunta de três dias para maio.

Entre as reivindicações dos sindicatos tem estado a redução da lista de utentes por médico de família e a diminuição de 18 para 12 horas semanais de serviço de urgência obrigatório.

A FNAM tem prevista uma manifestação para o primeiro dia de greve, 8 de maio, em Lisboa, uma ação de protesto à qual o SIM não se associa para já.

Segundo o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, este sindicato vai "concentrar-se em primeiro lugar nas negociações" com o Governo.

Roque da Cunha enalteceu, contudo, a "convergência na ação" das duas estruturas sindicais relativamente aos dias de greve.

O dirigente da FNAM, João Proença, diz que a paralisação serve para tentar travar a atual política do Ministério da Saúde e para que seja alcançada "a dignidade dos médicos".