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Comunidade brasileira sai à rua por Marielle em Lisboa, Braga e no Porto

Fabio Vieira / FotoRua / NurPhoto via Getty Images

Depois das grandes manifestações no Rio de Janeiro, a comunidade brasileira residente em Portugal vai sair esta tarde à rua em protesto contra o assassínio da vereadora Marielle Franco. Manifestações são organizadas pela Frente Feminista luso-brasileira e pelo movimento Parar o Machismo

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Brasileiros mas também portugueses vão concentrar-se esta segunda-feira, ao final da tarde, em Lisboa, Porto e Braga, em manifestações de solidariedade internacional e protesto contra o assassínio premeditado da vereadora do PSOL, Marielle Franco.

Em Lisboa, a iniciativa terá lugar pelas 18h, na Praça da Figueira, enquanto no Porto a concentração, que integra ainda o Movimento Contra Temer, acontece pelas 18h30, em frente ao Consulado do Brasil, na Avenida de França. Em Braga, à mesma hora, a homenagem a Marielle terá por palco a Avenida Central, junto ao chafariz.

Depois dos milhares de homens e mulheres que sairam à rua no Rio de Janeiro a seguir ao funeral da vereadora morta a tiro, tal como o seu motorista, quando regressava a casa na Tijuca, é a vez de os conterrâneos do lado de cá do Atlântico se concentrarem para “prestar homenagem a Marielle Franco e denunciar a violência policial, racista e misógina que marca o dia a dia no Brasil, sobretudo nas favelas”.

Em comunicado, o movimento 'Parar o machismo' recorda Marielle como “mulher negra lésbica, nascida numa das maiores favelas do Rio de Janeiro, o Complexo da Maré". Socióloga de formação, coordenou a Comissão da Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A vereadora esteve envolvida com várias organizações não governamentais, como a Brazil Foundation e o Centro de Ações Solidárias da Maré (CEASM). No domingo, dia 11, denunciara publicamente a intervenção da Polícia Militar na favela de Acari.

Este domingo, segundo a TV Globo, já estaria provado que as munições que atingiram a vereadora fariam parte de lotes vendidos à Polícia Federal de Brasília em 2006.