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Ferreira Fernandes será novo diretor do “Diário de Notícias”, diz Marques Mendes

Depois de ter avançado a saída de Paulo Baldaia, Marques Mendes disse este domingo, no seu comentário na SIC, que o histórico Ferreira Fernandes será o novo diretor do jornal. E aproveitou para criticar as declarações de António Costa sobre a imprensa: "Ficava-lhe bem um banho de humildade"

Luís Marques Mendes disse este domingo em primeira mão, no seu espaço de comentário na SIC, que Ferreira Fernandes será o próximo diretor do "Diário de Notícias" e que será "coadjuvado" pela jornalista Catarina Carvalho. Tudo isto a seguir à demissão do atual diretor, Paulo Baldaia, notícia que o ex-presidente do PSD tinha também avançado na SIC há duas semanas.

Não foi a única referência à imprensa que Marques Mendes fez durante o seu comentário. Falando da atual campanha de prevenção dos fogos e limpeza das matas, que considerou "muito positiva", o ex-presidente do PSD referiu as declarações de António Costa esta semana no Parlamento, quando falou da "péssima qualidade da informação" veiculada pela imprensa. "Ficou muito mal a António Costa", sentenciou Mendes. "O primeiro-ministro não tem razão e muito menos autoridade para fazer esta crítica. O Governo não cumpriu a sua parte. Houve alguma campanha antes dos fogos do ano passado? Em casa roubada, trancas à porta...".

Marques Mendes deu mais exemplos em que, a seu ver, o Governo não esteve bem e a imprensa fez "serviço público". "[Depois de Tancos[], os jornalistas foram de férias? Ele é que foi!". "O primeiro-ministro e o Governo é que são responsáveis pelo conjunto de tragédias" relacionadas com os fogos, prosseguiu. Por isso, a Costa "ficava bem um banho de humildade e não um exercício de arrogância".

O comentador falou ainda sobre os últimos números do défice, "ainda melhores do que o Governo tinha anunciado", assim como a previsão de que em 2020 "não teremos défice, mas excedente". "Significa que estamos no bom caminho, a reforçar muito a credibilidade junto das instituições internacionais". E caso não haja "eleitoralismos" em excesso, "podemos estar no caminho da sustentabilidade e ter uma década histórica. É sobretudo uma mudança de mentalidade", concluiu.