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Se foi fogo posto, o autor nunca foi descoberto

O incêndio da madrugada de 18 de março de 1978 destruiu o antigo edifício da Faculdade de Ciências de Lisboa e boa parte do acervo do Museu de História Natural

ARQUIVO A CAPITAL/IP

A investigação da Polícia Judiciária seguiu algumas pistas sobre possíveis autores do incêndio na Rua da Escola Politécnica. Da extrema-direita ao mecânico de automóveis contratado na “Brasileira”, e que acabou por fugir para Salamanca. Nada se provou. Quarenta anos depois, o mistério não foi esclarecido

Hugo Franco

Hugo Franco

Jornalista

As primeiras pessoas ouvidas pela diretoria de Lisboa da Polícia Judiciária (PJ) não viram ou ouviram nada de suspeito no antigo edifício da Faculdade de Ciências, antes do incêndio da madrugada de 18 de março. “O comandante dos sapadores de Lisboa não soube indicar quais teriam sido as causas do sinistro”, pode ler-se numa das primeiras folhas do processo a que o Expresso teve acesso.

A falta de suspeitos na polícia contrastava com as primeiras páginas dos diários. Alguns noticiavam que a autoria do fogo era obra de um obscuro grupo de extrema-direita. Na mesma madrugada do fogo, um indivíduo que se identificou como “comandante Zebra” do CODECO [Comando da Defesa da Civilização Ocidental] reivindicou o ataque num telefonema anónimo para a redação de “A Capital”.

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