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O que implica um transplante renal?

Em 2007, convidados do museu da Ciência em Londres assistiam à primeira transmissão em direto de um transplante de rim. Com décadas de existência, a substituição renal continua a registar novos marcos

Getty Images

É a opção que, na maioria dos casos, garante maior longevidade e qualidade de vida mas também comporta riscos que devem sempre ser tidos em conta. Perceba quais, com o projeto que junta Expresso e ANADIAL para desmistificar e dar a conhecer a doença renal crónica

Entre as hipóteses de substituição renal para quem já se encontra no estádio 5 (o mais grave), o transplante é a hipótese que pode oferecer melhores condições de vida a longo prazo. Quem o diz, é Pedro Ponce, especialista em nefrologia, com a ressalva de que o "doente deve ser bem escolhido e selecionado", ou seja, factores de risco como condições cardiovasculares, por exemplo devem ser tido em conta.

"Qualquer doente que entre em diálise, é considerado um candidato", garante. A seleção faz-se entre "idade e condições clínicas" que podem excluir. Consoante estas, o centro de diálise refere "o doente a uma unidade de transplantação com relatório preparado."

Entre os factores de risco, nos mais imediatos está a realização de uma "cirurgia pesada" em doentes com algumas debilidades e, mais a longo prazo, a possibilidade sempre presente de rejeição de um corpo estranho e de novas patologias apareceram como consequência. Mas já existe um "leque cada vez maior de opções para combater" esta situação o que, nas situações em que a triagem seja bem feita, esta opção seja a que garante melhor "qualidade e esperança de vida" por garantir uma maior "independência de tratamento" face às restantes.

Em resumo, o que precisa de saber:

Transplante

O transplante renal envolve a colocação de um novo rim no organismo, proveniente de um dador vivo ou falecido. É uma intervenção cirúrgica efetuada sob anestesia geral.

Vantagens

• Pouco tempo após o transplante, o doente pode voltar à sua vida normal

• Não tem restrições especiais.

Desvantagens

• Deve cumprir rigorosamente a medicação diária, sob risco de rejeição do órgão

• O órgão pode ser rejeitado pelo organismo em qualquer período.

A caminho do congresso em Vilamoura (22 de março) onde todas estas questões vão estar em análise, conheça o retrato da doença em Portugal ao longo das próximas duas semanas no nosso site e nas plataformas sociais do grupo Impresa.

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