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Quase metade dos portugueses acredita que situação do país melhora em 2018

Estudo do IPAM concluiu que “49% dos inquiridos consideram que a situação [portuguesa] irá melhorar, enquanto 48% pensam que se irá manter”. Apenas 3% acreditam numa deterioração

Quase metade dos portugueses considera que a situação irá melhorar este ano, "mantendo-se a lógica de um futuro promissor" que constava nos dados de 2017, disse esta quinta-feira à Lusa a coordenadora do estudo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) Mafalda Ferreira.

Na sequência da caracterização dos comportamentos e atitudes dos consumidores portugueses, o trabalho do IPAM denominado "Comportamento do consumidor: O que mudou em 2017?" procurou compreender qual a perspetiva para o futuro próximo.

O estudo concluiu que "49% dos inquiridos consideram que a situação [portuguesa] irá melhorar, enquanto 48% pensam que se irá manter", sendo que 3% acreditam numa deterioração.

De acordo com Mafalda Ferreira, professora do IPAM Porto e coordenadora do estudo – realizado entre 28 de fevereiro e 8 de março deste ano, com uma amostra de 450 indivíduos maiores de 18 anos – "a manutenção de uma melhoria da perspetiva vem reforçar os dados do ano passado".

Em 2015, primeiro ano do estudo, "havia uma perspetiva negativa", salientou.
"Mantém-se a lógica de um futuro promissor e está em linha com os indicadores de confiança", acrescentou a docente.

Este é o mais recente estudo do Instituto Português de Administração de Marketing sobre os hábitos de consumo dos portugueses nos últimos 12 meses e a sua evolução para 2019.

O estudo abordou também o tema do rendimento disponível, tendo concluído que 46% dos inquiridos "obtiveram um aumento do rendimento em 2017", face ao ano anterior.

Mais de um terço dos inquiridos (35%) justificou esta subida com "a integração no mercado de trabalho de um elemento do agregado familiar".

No caso daqueles que registaram uma diminuição do orçamento disponível, para "33% dos inquiridos deveu-se a uma redução salarial e para 67% a uma situação de desemprego no agregado familiar".

Sobre o comportamento dos consumidores na compra de produtos, o estudo aponta que no caso alimentar foi destacada a "preocupação com o preço", fator "importante particularmente para 25% dos inquiridos".

"O preço, o ambiente promocional e a gestão do orçamento tem um peso importante" para os portugueses, referiu Mafalda Ferreira, salientando que tal foi destacado por mais de metade (57%) dos inquiridos.

"Houve uma alteração profunda dos hábitos e comportamentos do consumidor, compram mais em promoção e tendo em conta o preço", sublinhou a coordenadora do estudo.

"No caso dos bens não duráveis – como por exemplo roupa, sapatos e brinquedos –, apesar da melhoria do poder de compra, os argumentos financeiros ganham cada vez mais importância para 75% da população inquirida", refere o estudo.

A este nível, prossegue, "a preocupação com o preço dos produtos (28%) assume a relevância", sendo que "a seleção do local de compra, nomeadamente em função de campanhas e promoções" foram consideradas importantes para mais de um quarto (28%) dos inquiridos.

"O estudo do IPAM evidencia ainda uma tendência clara de manutenção das compras nas diferentes áreas, o que já vinha a ser visível desde 2016, designadamente com a cosmética e maquilhagem, atividades de educação e formação para os filhos, despesas no cabeleireiro, entre outras", acrescenta.