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Arriba da praia da Ursa onde ocorreu derrocada estava identificada como instável

ANTÓNIO PEDRO SANTOS / Lusa

Segundo o comandante da Capitania do Porto de Cascais, as cinco pessoas que foram atingidas pela derrocada desta quinta-feira estavam a acampar junto a uma arriba identificada como instável, devido ao risco de desprendimento de pedras

A arriba da praia da Ursa (Sintra) que esta quinta-feira sofreu uma derrocada tem "cerca de 150 metros" e estava já identificada como "instável", devido ao risco de desprendimento de terras, informou a Polícia Marítima.

Uma derrocada na arriba da praia da Ursa, que está há anos sem uso balnear oficial, atingiu cinco pessoas que acampavam no areal, provocando a morte a um homem, traumatismos numa jovem e ferimentos ligeiros nos outros três.

Segundo o comandante da Capitania do Porto de Cascais, Pereira da Terra, as cinco pessoas estavam a acampar junto a uma arriba identificada como "instável", devido ao risco de desprendimento de pedras.

A vítima mortal, de nacionalidade brasileira, tinha 23 anos, e a jovem ferida com gravidade, alemã e com 18 anos, sofreu politraumatismos.

Questionado sobre se a praia irá ser interditada, o comandante Pereira da Terra esclareceu que técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente estão "a fazer a avaliação" da zona, mas a área já está identificada como sendo de risco de derrocada.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme, Bruno Tomás, o grupo era constituído por três pessoas de nacionalidade brasileira e duas de nacionalidade alemã, todas com idades "na mesma faixa etária", e três sofreram apenas ferimentos ligeiros.

O alerta para os bombeiros foi dado "às 09:40, para duas vítimas inconscientes" na praia da Ursa, junto ao Cabo da Roca, e às 09:57 já encontravam meios de socorro "junto às vítimas", uma "em paragem [cardiorrespiratória] e a outra em estado crítico", explicou Bruno Tomás.

O comandante dos voluntários de Almoçageme acrescentou que foi preciso solicitar à capitania de Cascais "apoio aéreo devido à arriba estar instável, com muita queda de pedra".

"Não havia condições de segurança para fazer o resgate via cabos", frisou Bruno Tomás, apesar da deslocação para o local de uma equipa de resgate de grande ângulo dos bombeiros, tendo a jovem ferida sido retirada do areal, cerca das 11:45, por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa.

A vítima foi transportada para a Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, seguindo para o Hospital de São José.

O cidadão brasileiro, que morreu apesar das tentativas de reanimação no local, foi também retirado pelo meio aéreo e as restantes vítimas foram, entretanto, "retiradas do teatro de operações, para não assistirem" a todo o envolvimento de meios de socorro, para o quartel dos bombeiros de Almoçageme.

No local estiveram envolvidos nas operações 29 elementos, apoiados por 12 veículos, dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme, Serviço Municipal de Proteção Civil de Sintra, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Polícia Marítima e GNR, além do helicóptero Força Aérea Portuguesa.

O corpo da vítima mortal foi retirado do local cerca das 14:00 por uma viatura da PSP.