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Bastonário da Ordem dos Médicos apela a vacinação contra o sarampo

Marcos Borga

Miguel Guimarães aconselhou, esta quarta-feira, todos portugueses a cumprirem o Plano Nacional de Vacinação, principal medida de prevenção para evitar surtos de sarampo. Bastonário da Ordem dos Médicos afirma que o pequeno surto diagnosticado no Hospital de Santo António foi causado por dois adultos não vacinados

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Bastonário da Ordem dos Médicos alertou todos os portugueses não vacinados contra o sarampo a cumprirem o Plano Nacional de Vacinação (PNV), fundamental para evitar o vírus altamente contagioso. Miguel Guimarães lançou o apelo ao final da manhã desta quarta-feira, após uma reunião com Rui Rio, o seu vice Salvador Malheiro e o deputado Adão Silva sobre o estado da saúde em Portugal. O bastonário manifestou-se preocupado e adiantou que o pequeno surto verificado, esta terça-feira, no Hospital de Santo António, “relacionado com a não vacinação”.

Miguel Guimarães, embora ressalve estar seguro que a DGS está em cima do acontecimento, lembrou que o PNV “é uma medida de saúde pública das mais importantes na história da medicina, que permite salvar milhões de vidas em todo o mundo”.

Segundo comunicado da Direção-Geral da Saúde, os dois casos de sarampo no Porto foram diagnosticados a dois homens adultos “aparentemente não relacionados” e que levou por precaução ao isolamento de 20 profissionais de saúde que tiveram contacto com os doentes, dois deles com sinais e sintomas clínicos do vírus, “incluindo erupção cutânea, dores musculares e cansaço”.

O primeiro caso a ser detetado foi de um doente de 27 anos, já clinicamente curado e com ”ligação epidemiológica a França, país onde há registo de circulação do vírus do sarampo”. Ainda de acordo com a DGS, o segundo caso, um homem de 43 anos, está internado e clinicamente estável, mantendo-se a investigação para apurar a possível origem da infeção.

Tal como Rui Rio, o bastonário revela estar preocupado, sobretudo depois de Mário Centeno ter admitido, esta quarta-feira, no Parlamento, situações de má gestão no SNS. O ministro das Finanças adiantou ainda que “esses casos” têm de ser analisados, referindo que foi criada uma unidade de missão para avaliar a dívida na Saúde. “Pode seguramente haver má gestão e temos de olhar para ela”, disse centeno na Comissão de Trabalho da Assembleia da República, em resposta à questão do deputado do PSD Álvaro Batista sobre se a elevada dívida e os pagamentos em atraso no SNS podem dever-se a má gestão.

Mário Centeno afirmou que a dívida da Saúde é um tema que preocupa o Governo e que foi por isso criada uma unidade de missão para repensar todo o processo de criação de dívida no SNS.