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Tempestade Félix já longe. Intempérie amansa em Portugal

Tiago Miranda

A chuva vai continuar a cair, mas os avisos de ventos fortes, agitação marítima e precipitação desagravam-se nas próximas horas

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

Com a tempestade Félix já a entrar no Golfo da Biscaia e a fustigar territórios europeus mais a Norte, o temporal amaina um pouco em terras lusas. "O período mais crítico já passou, durante a última noite e a tempestade está a afastar-se", garante a meteorologista Angela Lourenço, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os avisos relacionados com ventos fortes já desceram de laranja para amarelo, "podendo as rajadas até 85 km/hora manter-se até às 21 horas de domingo ou ultrapassar os 100 km/h nas terras altas", esclarece a meteorologista. Certo é que o vento está a perder velocidade.

Os avisos de agitação marítima mantiveram-se no vermelho até às 18h, mas mudou entretanto para laranja e assim se deverá manter até às 9 horas da manhã de segunda-feira. Tal significa que as ondas podem ainda elevar-se entre os cinco e os sete metros durante as próximas 10 horas. Depois a ondulação acalmará, com a agitação marítima a descer para aviso amarelo e as ondas a não deverem ultrapassar os cinco metros.

Quanto à chuva, tão necessária para desagravar a seca, tenderá a ser menor nos próximos dois dias, mas voltará com força a partir de de quarta-feira, segundo as previsões do IPMA.

O mau tempo, agravado pela passagem da tempestade Félix, deixou um registo de "1538 ocorrências entre a tarde de sexta-feira e as 17 horas deste domingo", segundo o comandante Carlos Pereira, da Autoridade Nacional de Proteção Civil. Inundações e quedas de árvores foram os principais problemas a afetar sobretudos os distritos de Lisboa (437), Santarém (133) e Porto (128 ocorrências).

Mantém-se ativado o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo e o controlo de descargas das barragens dos dois lados da fronteira.