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Presidente do LNEC: “A ponte 25 de Abril esteve segura, está segura e vai continuar a estar segura”

Foto Ana Baião

Carlos Pina, presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, chamou os jornalistas para reagir à notícia avançada esta quinta-feira pela “Visão”

Carlos Pina, presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, começou por assegurar que, com base na informação que o LNEC tem, “a Ponte 25 de Abril esteve segura, está segura e vai continuar a estar segura”. “As anomalias que recentemente têm vindo a público na comunicação social sobre esta construção foram detetadas precisamente com o programa de monotorização que regularmente fazemos, que serve para interpretar a causa dessas anomalias e definir qual a melhor estratégia para eliminá-las, assegurando assim todas as condições de segurança. Estas anomalias já tinham sido detetadas há mais de seis anos”, adiantou.

E, com o objetivo de manter todas as condições para as pessoas circularem na ponte, Carlos Pina afirmou que as obras vão começar a ser feitas no período adequado: “Elaborámos um parecer em que referíamos que as obras programadas deviam ser realizadas o mais depressa possível. As obras são urgentes, mas prevê-se que vão durar dois anos e consideramos que as obras vão começar no tempo adequado para garantir a segurança da Ponte 25 de Abril”.

De acordo com o que fonte oficial da direção de comunicação da Infraestruturas de Portugal (IP) disse ao Expresso, a grande reparação na ponte deve arrancar no final do segundo semestre de 2018. Em relação a estas obras, Carlos Pina assegurou que o trabalho a ser feito durante as mesmas foi pensado de modo a garantir que a segurança das pessoas que atravessam diariamente o Tejo seja assegurada.

Esta quinta-feira, a revista “Visão” dá conta da existência de um “documento secreto”, realizado pelo LNEC e entregue ao Governo, que refere o “risco de colapso da Ponte 25 de Abril”, uma vez que foram detetadas fissuras” numa zona estrutural. Caso não sejam feitas obras, a circulação de veículos pesados e de comboios pode ser reduzida. O problema está nas “treliças da viga de rigidez”, ou seja, onde assenta o tabuleiro rodoviário e por onde passa a linha ferroviária.