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Expresso

  • Mulheres portuguesas trabalham em média 79 dias por ano sem serem remuneradas

    Para cada emoji laboral feliz há um número desigual no mercado de trabalho: entre os portugueses que mais ganham há pelo menos uma diferença de €320 nos salários de homens e mulheres, com prejuízo para estas últimas; entre os portugueses que menos ganham, dois em cada três são mulheres; a gravidez continua a ser um obstáculo na progressão na carreira das mulheres; os lugares de chefia continuam a ser maioritariamente masculinos - e quando as mulheres lá chegam recebem tendencialmente menos que os homens; a Comissão Europeia diz que Portugal foi o país onde o fosso dos salários entre homens e mulheres mais aumentou entre 2011 e 2016. Esta quinta-feira é Dia Internacional da Mulher e há que falar sobre igualdade - ou a falta dela

  • Mulheres que trabalham em hospitais e grandes superfícies são das que têm mais dificuldades em conciliar a vida profissional e familiar

    Enfermeiras, funcionárias das grandes superfícies comerciais e trabalhadoras das misericórdias: estas são sobretudo as classes onde a mão de obra feminina é grande e há maior dificuldade em conciliar a vida profissional com a familiar. As mulheres continuam a ganhar menos, são secundarizadas no acesso ao emprego e penalizadas por serem mães. Em entrevista ao Expresso, Fátima Messias, coordenadora para a igualdade entre homens e mulheres e dirigente da CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses ), explica porque “não podemos estar no século XXI e achar que o Dia Internacional da Mulher deixou de ter razão de ser”. “O desaproveitamento das qualificações das mulheres é uma realidade”

  • A minha história não tem nada de especial e é justamente por isso que a tenho de contar

    Esta portuguesa vai chamar-se Filipa neste texto mas podia ser Ana, Maria, Francisca. Não usamos o nome real para preservar o ambiente na empresa onde trabalha. Porque Filipa começou a sofrer pressões ao lutar pelos seus direitos. “Já fui discriminada quando me disseram frontalmente que não iria ter um cargo superior por estar grávida do meu terceiro filho. Ou seja, nunca iria progredir na carreira porque optara pela maternidade. Não me arrependo, mas não me esqueço do que disseram”, escreve esta Filipa que podia ser Raquel. Ou Mafalda. Um texto na primeira pessoa, porque esta quinta-feira é Dia Internacional da Mulher