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Governo dá nega a abolição de portagens nas Scut do interior

Foto Luis Efigénio

Ministro das Infraestruturas reiterou esta terça-feira, na Covilhã, que não está em cima da mesa acabar com o pagamento de portagens nas Scut da A23 e A25, antiga reivindicação dos autarcas e empresários locais. Pedro Marques refere que o Governo já cumpriu o compromisso de aliviar em 15% o valor cobrado aos utentes

O ministro das Infraestruturas afirmou, esta terça-feira, que a abolição das portagens no interior do país não está em equacão, mas garantiu que o Governo está a estudar a melhor forma para ajudar a mobilidade das empresas. “A abolição não está em cima da mesa. Está em cima da mesa melhorar condições de circulação das empresas e de fixação das empresas nas regiões do interior", frisou Pedro Marques na Covilhã.

O ministro respondia aos jornalistas sobre reptos que, hoje, lhe foram publicamente lançados pelo presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, durante a cerimónia do ato de consignação da empreitada para as obras de modernização do troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa, na qual o autarca lembrou a necessidade de “desencravar a região” para apelar à concretização de algumas reivindicações antigas, nomeadamente a da isenção nas portagens da A23 e A25, antigas vias sem custos para o utilizador (Scut).

A introdução de portagens na Scut foi desde sempre contestada ativamente na região, tendo a Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25, que agrega várais entidades contra as portagens, reivindicado há um mês que o Governo faça mais do que reconhecer o problema e tome medidas para acabar com os pagamentos, considerado um entrave para a atividade económica no interior do país.

O Governo, pela voz de Pedro Marques, mantém-se, no entanto, irredutível: “Oportunidades para o interior são também políticas de diferenciação positiva nos mais variados domínios, podia aqui elencar uma série delas , mas apenas deixo duas que são importantíssimas e estou a falar de benefícios fiscais mais acentuados e da isenção das portagens na A23 e A25", disse.

Vítor Pereira reconheceu o esforço que o Governo já fez com a redução de 15%, implementada há cerca de dois anos, mas também defendeu que é necessária uma­ redução "mais acentuada, progressiva e paulatina", até se atingir o limite da isenção. Pedro Marques descartou, contudo, essa possibilidade, frisando que o Governo já cumpriu aquilo com que se tinha comprometido ao reduzir em 15% o valor cobrado nas portagens das autoestradas do interior.

O ministro também não se comprometeu com reduções, mas adiantou que o Governo está a estudar as condições para "favorecer a fixação de empresas” nestas regiões relativamente à questão da mobilidade e da mobilidade em autoestrada. "Quando isso estiver concluído e como isso irá acontecer, os senhores tomarão conhecimento e o país também", disse, recusando entrar em pormenores.

Além das portagens, o presidente da Câmara da Covilhã também reivindicou a concretização de infraestruturas "básicas, fundamentais e necessárias" para o desenvolvimento regional, nomeadamente o IC6 (Coimbra-Covilhã, através da Serra da Estrela), IC7 (Oliveira do Hospital-Fornos de Algodres), IC31 (Aicains-Termas de Monfortinho-Espanha) e IC37 (Viseu-Seia).

Nesse ponto, o ministro apenas especificou que também estão a ser realizados estudos relativamente ao IC7, recusando acrescentar algo sobre as restantes vias. A A25 faz a ligação entre Aveiro e Vilar Formoso e A23 entre a Guarda e Torres Novas.