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António Costa e Rui Moreira selam acordo de requalificação do liceu Alexandre Herculano

Lucília Monteiro

Após anos de degradação, já há luz verde para a requalificação do centenário liceu portuense, obra que custará sete milhões de euros, 85% a financiar por fundos europeus. Acordo de modernização da Secundária Alexandre Herculano será assinado na quarta-feira pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e Rui Moreira, na presença do primeiro-ministro, António Costa

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Depois de ter fechado as portas durante vários dias em janeiro do ano passado devido à inundação de salas de aulas, que obrigou à deslocação de 300 alunos para a Escola Ramalho Ortigão, o centenário e resistente liceu Alexandre Herculano, propriedade do Estado, tem finalmente salvação à vista. A cerimónia da assinatura do acordo que permitirá à Câmara do Porto lançar o concurso de requalificação e modernização das degradadas instalações está marcada para quarta-feira, no próprio liceu, acordo que será rubricado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em nome do Governo, e por Rui Moreira, pela autarquia.

O processo de requalificação, acordado com o Ministério da Educação, contará com o apoio de fundos europeus, depois de reformulado o projeto inicial de Alexandre Alves Costa, arquiteto que apresentou, em 2011, um orçamento de cerca de 15 milhões de euros, agora reformulado para sete milhões. O acordo que irá amanhã a reunião de executivo municipal prevê a passagem de titularidade da obra para o município, permitindo assim que a autarquia lance o concurso internacional para a empreitada do liceu.

Segundo a Câmara do Porto, estão assegurados para a requalificação cerca de 5,1 milhões de euros de fundos comunitários (suportados por verbas advindas do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do Programa Operacional Regional NORTE 2020), assumido a autarquia 15% do investimento, que “não deverá ultrapassar os 950 mil euros”.

Decadente há mais de uma década, já em 2009 a Parque Escolar reconheceu a urgência de obras no emblemático liceu situado na zona oriental do Porto, requalificação que não avançou por falta de verbas.