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Fortuna, Família e Futebol: o que queremos saber de Álvaro Sobrinho

Álvaro Sobrinho, durante a audição na Comissão Parlamentar do BES.

Luís Barra

No dia em que revela os contornos de um esquema suspeito de retirar centenas de milhões de euros do BES em Angola, o Expresso explica quem é Álvaro Sobrinho. E responde às perguntas mais procuradas sobre ele

Há um truque fácil para ter uma indicação do que as pessoas mais querem sabem sobre uma personalidade: escrever o seu nome no Google e esperar uns segundos. Porque logo o Google sugere pesquisas associadas, que decorrem de muitas outras pessoas fazerem, precisamente, aquelas associações nas suas pesquisas. Digitando “Álvaro Sobrinho” no Google, percebe-se entre as pesquisas mais comuns sobre este antigo presidente executivo do Banco Espírito Santo Angola estão as que sugerem que os utilizadores querem saber a sua relação com o Sporting, quem é a sua família e… qual é a sua fortuna.

As três perguntas têm pontos de resposta na edição deste sábado do Expresso, na versão digital ou nas bancas. O semanário faz manchete do primeiro caderno com a notícia “Tudo sobre o esquema que tirou 615 milhões de euros do BES em Angola”, num longo trabalho de investigação, e capa da revista E com um perfil do gestor que revela a sua evolução profissional e ligações familiares em Angola. O título da capa da revista E é, precisamente, “O milagre da multiplicação, ou como enriqueceu Álvaro Sobrinho”.

Álvaro Sobrinho só começou a trabalhar com 28 anos, mas aos 39 foi convidado para presidente executivo de um banco português em Luanda e em pouco tempo, aos 50, quando foi forçado a sair do BESA, já era multimilionário.

Documentos obtidos pela “Der Spiegel”, que foram partilhados com o consórcio de jornalistas de investigação EIC, de que o Expresso faz parte, ajudam a explicar como. Eles expõem os métodos que Álvaro Sobrinho delineou para alegadamente desviar dinheiro do BESA, incluindo 277 milhões de depósitos de dinheiro vivo numa só conta.

Recorde-se que, em 2014, o Expresso revelou um “buraco” de 5,7 mil milhões de dólares no BESA, que haveria de ser uma das razões essenciais para a queda do Grupo Espírito Santo e do banco que controlava, o BES. Em Portugal, o homem da família Madaleno, e que detém na sua carteira de participações quase 30% da SAD do Sporting, está a ser investigado judicialmente. A polémica não reside apenas no nosso país. Esta sexta feira, soube-se também que as ligações entre o empresário luso-angolano e a presidente das Maurícias estão na mira da oposição do país, depois de a imprensa local denunciar gastos com cartão de crédito de associação de Sobrinho.

Para saber mais sobre Álvaro Sobrinho, ou mais sobre as pesquisas mais repetidas no Google sobre ele, procure as respostas aqui:

- Investigação: Como pode um banqueiro “limpar” um banco?
- Perfil: a fórmula secreta de Álvaro Sobrinho
- Opinião: Esta desgraça nunca veio só
- Notícia: Tempestade política nas Maurícias por causa de Álvaro Sobrinho

  • Tudo sobre o esquema que tirou 615 milhões do BES em Angola

    Fuga de informação expõe métodos usados com sociedades offshore. Álvaro Sobrinho suspeito de desviar milhões de dólares. Banqueiro deu ordens para levantamentos de milhões em numerário. Buraco em Angola foi decisivo para queda do BES. Perfil do matemático que se tornou milionário

  • Como pode um banqueiro "limpar" um banco

    Fuga de informação obtida pela “Der Spiegel” e partilhada com o consórcio EIC expõe os métodos que Álvaro Sobrinho delineou para desviar dinheiro do BESA, incluindo 277 milhões de depósitos de dinheiro vivo numa só conta