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Autocarros de dois andares poderão deixar de circular na faixa 'Bus' na Av. da Liberdade

JOÃO RELVAS / LUSA

Possibilidade admitida por Fernando Medina visa evitar acidentes que possam envolver as árvores que ornamentam a artéria lisboeta. Na semana passada, um autocarro turístico de dois andares embateu contra uma árvore, que acabou por ser cortada, provocando mais de uma dezena de feridos ligeiros

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, admitiu esta quarta-feira a possibilidade de os autocarros de dois andares poderem deixar de circular na faixa Bus da Avenida da Liberdade, para evitar acidentes que possam envolver árvores.

Falando sobre o arvoredo da Avenida da Liberdade, o presidente afirmou que "o que se vai fazer é a avaliação da situação das árvores", para depois o município tomar uma decisão.

"Ou uma intervenção de poda sobre as árvores, resolvendo isso o problema, ou então - se no caso limite a isso formos obrigados para evitar abates de árvores em casos que elas se possam manter saudáveis - a limitação à circulação de autocarros de dois andares nos corredores Bus, para evitar que acidentes daquela natureza voltem a ocorrer", afirmou Medina.

Fernando Medina respondia assim ao vereador do CDS João Gonçalves Pereira, que questionou o presidente "relativamente à responsabilidade da manutenção e da gestão do património arbóreo na Avenida da Liberdade".

"Dos documentos que analisámos, ficámos com a sensação de que a responsabilidade era da câmara", elencou, acrescentando que "há árvores com idênticas condições daquela que foi motivo de abate na Avenida".

A questão deveu-se a um acidente na semana passada naquela via da capital e que envolveu um autocarro turístico de dois andares.

O transporte, com 23 passageiros, embateu numa árvore que estava inclinada para a estrada e que acabou por ser cortada, incidente que provocou mais de uma dezena de feridos ligeiros.

Na altura, o presidente da Câmara de Lisboa anunciou que a manutenção do arvoredo na freguesia de Santo António vai voltar a ser exercida pela autarquia.

Por seu turno, o presidente da junta frisou que a árvore onde o autocarro embateu "não estava sinalizada" devido a problemas fitossanitários e, por isso, "não havia necessidade de intervenção".

Também em resposta ao vereador do CDS, o vereador da Estrutura Verde, José Sá Fernandes, salientou que "o auto de transferência é inequívoco a dizer que a gestão das árvores passou para a Junta de Freguesia".

"Estamos a analisar a situação dos troncos das árvores na Avenida da Liberdade e eu telefonei mesmo ao presidente da junta para que isto fosse feito também em articulação com ele", precisou.

Sá Fernandes elencou também que, "independentemente de as árvores serem deste ou daquele", devem ser tomadas "medidas preventivas necessárias".

Na reunião pública de quarta-feira, o presidente da Câmara de Lisboa anunciou ainda que vai apresentar uma proposta para o município reassumir a manutenção de "todo o eixo do Marquês de Pombal até Entrecampos, toda a parte central, mas aí por uma questão de operacionalidade".

O socialista explicou que os espaços verdes naquele eixo estão "sob a gestão das várias juntas de freguesia", o que torna "um pouco impraticável toda a limpeza e manutenção do separador central da Fontes Pereira de Melo e da Avenida da República".