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A conferência para influenciar o futuro das cidades

Miguel Eiras Antunes, Alexandre Fonseca, Pedro Santos Guerreiro, Jorge Rocha de Matos, António Almeida Henriques e Miguel Castro Neto no debate de lançamento do Portugal Smart Cities Summit

José Caria

A Portugal Smart Cities Summit foi hoje lançada na sede da Fundação AIP com um debate. A ambição de colocar o país entre as referências nas cidades inteligentes ficou bem vincada

"O que quer dizer esta ideia de inteligência urbana?" A questão foi lançada pelo subdirector da NOVA Information Management School, Miguel Castro Neto, e quase que podia servir de âncora para a temática das cidades inteligentes que hoje esteve em discussão na Fundação AIP.

O debate serviu para lançar a Portugal Smart Cities Summit (que terá lugar de 11 a 13 de abril), com a ambição de tornar-se num evento que seja referência mundial e com impacto nas cidades de norte a sul e nas ilhas.

Porque é por aí, na esfera local, que o trabalho tem que se desenvolver e os parceiros do projeto que compareceram para a conversa moderada pelo diretor do Expresso, Pedro Santos Guerreiro, deixaram isso bem claro. No fundo, dar um "contributo para o desenvolvimento económico através da modernização" como vincou o presidente da Fundação AIP, Jorge Rocha de Matos.

A conferência é o passo seguinte de uma iniciativa que começou como a Green Business Week e o renovado foco na sustentabilidade das cidades, uma "mudança que pode ser marcante." Quem o garante é o presidente do Conselho Estratégico do Portugal Smart Cities e da Secção das Cidades Inteligentes da ANMP, António Almeida Henriques, para quem faz tudo parte de um "esforço para que Portugal possa aqui ocupar um espaço que está vazio a nível internacional."

Miguel Castro Neto não tem dúvidas que está em causa o "futuro das cidades que estamos a construir em Portugal", com destaque para o papel relevante que as urbes mais pequenas podem desempenhar. Para o Knowledge Partner da Deloitte, Miguel Eiras Antunes, trata-se de uma questão essencial cujo objetivo tem que ser o aumento da "qualidade de vida" e a "criação de valor para o cidadão." Sem esquecer que "tecnologia não pode ser vista como um fim mas antes como um meio", lembra o CEO da Altice, Alexandre Fonseca.

No caminho para o evento principal, a ANMP promove também, já a partir de amanhã, o Smart Cities Tour por sete municípios portugueses para discutir sete temáticas diferentes ligadas ao sector.