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Sociedade

Sindicato do ensino superior compara avaliação da OCDE a “favor político”

David Clifford

Apesar das críticas, o Sindicato Nacional do Ensino Superior realça como positivo que a OCDE reconheça a necessidade de um “maior investimento” e de uma “maior equidade” no acesso ao ensino superior

Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) comparou esta sexta-feira a avaliação da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) ao setor a "um favor político" que identifica problemas e propõe soluções com dez anos.

Em declarações à Lusa, o presidente do SNESup, Gonçalo Velho, disse que o relatório preliminar da OCDE sobre o estado do sistema científico, do ensino superior e inovação em Portugal, hoje apresentado em Lisboa, "parece um favor político".

"Os problemas já estavam identificados e as soluções são de há dez anos", afirmou, sustentando que os avaliadores "não olham para a realidade".

Segundo o SNESup, que foi auscultado pelos peritos da OCDE, a avaliação em causa, feita em 2017 a pedido do Governo após um interregno de dez anos, propõe o reforço da autonomia das instituições públicas de ensino superior, incluindo a extensão do estatuto de fundação às universidades.

"O reforço da autonomia não é sustentado por factos", alegou, argumentando que o modelo fundacional não é eficaz, uma vez que as universidades com o estatuto de fundação não produzem melhores resultados.

Apesar das críticas, Gonçalo Velho realça como positivo que a OCDE reconheça a necessidade de um "maior investimento", incluindo o apoio às instituições do interior do país, e de uma "maior equidade" no acesso ao ensino superior.